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Campinas e Região

Região de Campinas é apontada como polo de distribuição ilegal de cetamina

Um veterinário foi preso em Campinas (SP) e dois comerciantes foram presos em Estiva Gerbi (SP) durante a operação

Da redação
DA REDAÇÃO

04/12/2025 • 16:45 • Atualizado em 04/12/2025 • 16:45

A cetamina é uma substância controlada

A cetamina é uma substância controlada

Divulgação/PC

A Polícia Civil deflagrou a Operação "Filling the Gap" nesta quarta-feira (3) e quinta-feira (4), mirando o combate à comercialização clandestina do anestésico veterinário cetamina, um esquema que movimentou cerca de R$ 60 milhões. A investigação, iniciada pela Polícia Civil do Paraná, identificou que o núcleo crucial de emissão de receitas e armazenamento da substância funcionava na região de Campinas (SP).

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Segundo a investigação, a região de Campinas era o ponto onde ocorria a emissão das receitas para aquisição da cetamina, bem como o armazenamento do produto para fins de venda. O anestésico desviado era posteriormente entregue em estados do Sul do país, como Paraná e Santa Catarina, apesar de a organização criminosa atuar em pelo menos seis estados brasileiros (São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio de Janeiro).

Em Campinas, a ação policial resultou na prisão de um veterinário. O profissional é acusado de emitir receitas de forma irregular. Em um período de cerca de 4 anos, ele teria emitido quase 800 receitas que autorizaram a aquisição de 123 mil frascos do anestésico. Segundo a Polícia Civil, essa quantidade de cetamina permitiria anestesiar quase 3 milhões de cães de médio porte ou 8 milhões de gatos.

Em Estiva Gerbi (SP), policiais civis prenderam em flagrante dois comerciantes que estavam na posse irregular de cerca de 1.500 frascos do produto. Já em Valinhos (SP), as equipes da Delegacia de Polícia da cidade apreenderam uma vasta quantidade desse material, embora não tenha ocorrido prisão na localidade.

A cetamina é uma substância controlada, inserida na Portaria 344/98 da Anvisa, e só pode ser consumida mediante prescrição médica. Seu desvio configura o crime de tráfico de drogas, pois é utilizada por humanos como entorpecente e também serve para a produção de drogas sintéticas.

A diferença de preço reforça a motivação do esquema milionário: enquanto uma ampola é vendida licitamente por cerca de R$ 130 reais, no mercado clandestino ela chega a custar quatro vezes esse valor. As investigações prosseguem sob a responsabilidade da Polícia Civil paranaense.

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