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Saiba identificar sinais de que seu pet não está ‘curtindo’ o Carnaval

Especialista lista 7 sinais que os animais talvez não esteja curtindo tanto assim a folia

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

12/02/2026 • 12:26 • Atualizado em 12/02/2026 • 12:26

Animais podem sofrer no Carnaval

Animais podem sofrer no Carnaval

Julia Zavalishina | Shutterstock

Embora o Carnaval seja conhecido como uma das festas mais democráticas e divertidas, o ambiente de folia pode não ser o ideal para os animais de estimação. O barulho excessivo, a grande concentração de pessoas e os estímulos constantes podem afetar negativamente o bem-estar dos cães.

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Para ajudar os tutores a garantirem a segurança dos animais, a Dra. Aline Ambrogi, veterinária e docente do curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ), traz orientações essenciais sobre como identificar se o seu pet está sofrendo com a agitação.

Por que o Carnaval pode ser estressante para os cães?

De acordo com a especialista, os cães possuem sentidos muito mais aguçados que os humanos, especialmente a audição. Ambientes barulhentos, cheiros intensos e o contato físico constante de estranhos podem gerar uma sobrecarga sensorial e emocional severa.

"Os cães se comunicam o tempo todo por meio do comportamento e da linguagem corporal", explica a Dra. Aline. No entanto, muitos desses sinais de desconforto são interpretados de forma equivocada pelos tutores.

Sinais de alerta

Fique atento aos comportamentos que indicam que o animal está estressado ou com medo:

  • Bocejos e lambedura de lábios: Fora do contexto de sono ou fome, são sinais clássicos de desconforto.
  • Linguagem corporal retraída: Orelhas baixas, cauda entre as pernas ou corpo rígido e encolhido demonstram insegurança.
  • Tentativas de fuga: Se o cão puxa a guia para ir embora ou procura se esconder em cantos e no colo, ele está sobrecarregado.
  • Vocalização fora do padrão: Latidos excessivos, choramingos ou rosnados em cães normalmente calmos indicam ansiedade intensa.
  • Reações físicas: Ofegar excessivamente (mesmo sem calor), salivação intensa, vômitos ou diarreia podem ocorrer em quadros de estresse agudo.

Cuidados essenciais e perigos invisíveis

Além do estresse emocional, o Carnaval oferece riscos físicos. A Dra. Aline Ambrogi destaca pontos fundamentais para a saúde do animal:

  1. Hidratação constante: O calor e a agitação exigem acesso ininterrupto à água fresca para evitar a desidratação.
  2. Cuidado com fantasias e adereços: Roupas apertadas ou acessórios que restringem o movimento aumentam o estresse e devem ser evitados.
  3. Proibição de tintas e glitter: O uso de glitter, adesivos ou tintas comuns (não veterinárias) pode causar intoxicações, alergias e feridas na pele.
  4. Alimentação: Alimentos típicos de festas podem ser tóxicos para os animais.

Qual a melhor opção para o seu pet?

A recomendação da veterinária é clara: o ambiente de Carnaval não é natural para a maioria dos cães. O ideal é mantê-los em casa, em um local tranquilo, com água fresca e, se necessário, música suave para abafar o barulho externo.

"Cuidar também é respeitar limites", reflete a especialista da UniFAJ. O amor pelo animal se demonstra garantindo que ele se sinta protegido e confortável, e não o expondo a situações de risco emocional.

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