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Campinas e Região

Polícia prende suspeito de manter em cárcere, torturar e estuprar companheira em Itupeva

A vítima relatou que estava junto do homem há sete meses e suspeita que esteja grávida

*DANIEL ROSA

22/04/2025 • 17:43 • Atualizado em 22/04/2025 • 17:43

O caso foi registrado no 1ºDP de Cabreúva

O caso foi registrado no 1ºDP de Cabreúva

Reprodução/Google Earth

Um homem suspeito de manter a companheira em cárcere, torturá-la e estuprá-la foi preso em Itupeva (SP), após a vítima pedir socorro usando um celular na madrugada deste domingo (20). A mulher relatou que estava com o homem há sete meses e suspeita estar grávida.

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Segundo o boletim de ocorrência, ao comunicar ao agressor sobre a possível gravidez, ele intensificou as agressões, afirmando que mataria a vítima e a criança. Após as agressões, ela foi trancada em um banheiro e, com um celular, conseguiu entrar em contato com um amigo, que acionou a Guarda Civil Municipal (GCM).

O portão eletrônico da residência estava aberto quando a equipe da GCM chegou ao local. Segundo os agentes, a vítima já havia saído do banheiro e apresentava lesões no rosto, relatando ter sido agredida pelo companheiro. O suspeito alegou que ela teria mordido seu punho e que, em um ato reflexo, atingiu o rosto dela.

Ambos foram encaminhados para atendimento médico. O suspeito foi diagnosticado com uma escoriação superficial na mão. Já a vítima, com múltiplas lesões visíveis, foi encaminhada para exame ginecológico e exames de imagem, que constataram fratura nasal, discreta dilatação compensatória no sistema ventricular e hiperemia na região íntima.

Após os exames e com base nos indícios de violência, foi dada voz de prisão ao suspeito. Ambos foram conduzidos à delegacia para os devidos procedimentos legais. O homem optou por permanecer em silêncio durante a coleta dos relatos. Sua prisão preventiva foi decretada, sem direito à fiança.

Agressões

De acordo com os relatos descritos no boletim de ocorrência, a vítima contou que o companheiro passou a demonstrar comportamentos agressivos após o início da convivência. Ela relatou ter sido vítima de agressões físicas, sexuais e psicológicas em diversas ocasiões. Em uma delas, chegou a acionar ajuda, mas foi coagida, sob ameaça de morte, a dizer à equipe policial que nada havia acontecido.

Ainda segundo o depoimento da vítima, quando as agressões resultavam em hematomas visíveis, o suspeito a trancava em um cômodo até que os sinais diminuíssem.

Em uma ocasião, inclusive, o homem foi notificado, em seu local de trabalho, sobre um processo do qual é réu e procurou a vítima pedindo que testemunhasse em sua defesa. Ela recusou, afirmando que não mentiria perante o Juízo. Conforme o boletim de ocorrência, após a recusa, ele voltou a agredi-la e ameaçou a família da vítima caso perdesse o emprego.

*Estagiário sob supervisão