
Jogadora Letícia Vieira relata nas redes sociais o ocorrido
Redes Sociais
A equipe de handebol feminino do Guarani estava em Medellín, na Colômbia, disputando a XXIII Copa Internacional de Balonmano. Na manhã desta segunda-feira (10), quando o time estava prestes a embarcar para retornar ao Brasil, ocorreu o terremoto de magnitude 7,4, fazendo com que os voos fossem interrompidos na região.
O time de Campinas (SP) ficou no Aeroporto Internacional José María Córdova, em Medellín, por volta de duas horas, até que os voos para o Panamá voltaram a ser autorizados. A equipe conseguiu deixar Medellín sem nenhum tipo de problema e toda delegação está bem, sem ter sofrido qualquer tipo de problema, mas todos ficaram muito assustados.
Veja abaixo a nota do Guarani
"O Guarani Futebol Clube lamenta o terremoto ocorrido na Colômbia e deseja forças àqueles que foram diretamente afetados por tal.
O Bugre ainda ressalta que as atletas do Handebol do Guarani, que estavam em Medellín, por terem sido selecionadas, através da LHESP, para representar o Brasil na 23ª Copa Internacional de Ligas não sofreram nenhum tipo de dano.
As 12 atletas e o presidente da liga, Rogério Pinto, já desembarcaram no Panamá para conexão, caminho ao Brasil".
A integrante da equipe Letícia Vieira postou nos stories um vídeo informando o ocorrido. [Veja abaixo]
Entenda sobre o terremoto
Um novo balanço divulgado no fim da noite desta segunda-feira (10) aponta que terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia durante a manhã deixou, ao menos, 169 mortos. O tremor, que teve seu epicentro próximo ao município de San José del Palmar, a uma profundidade de 110 km, foi sentido com intensidade em Bogotá e até em países vizinhos, como Venezuela e Brasil.
As autoridades declararam alerta vermelha para as cidades de Pereira, Cali, Quibdó, Manizales e Armênia, que concentram os danos mais severos. Além dos mortos, há registro de pelo menos 483 feridos nas capitais e cerca de 100 pessoas desaparecidas. A infraestrutura urbana sofreu um impacto devastador, com a confirmação de 86 edifícios colapsados e danos significativos em hospitais e residências.
Segundo a associações das capitais colombianas (Asocapitales), sistemas de transporte, abastecimento de água, energia e telecomunicações foram comprometidos. O setor aéreo também foi bastante afetado, levando à suspensão das operações em sete aeroportos, como os de Pereira, Manizales, Quibdó, Armênia, Cartago e Buenaventura. Os voos permanecem interrompidos por questões de segurança.
Resposta do governo e ajuda Internacional
O presidente Abelardo de la Espriella, que tomou posse há apenas três dias, instalou um Posto de Comando Unificado (PMU) para coordenar as operações de resgate e assistência. Ele anunciou que viajará pessoalmente a Pereira para supervisionar os trabalhos.
No cenário internacional, os Estados Unidos já anunciaram o envio de US$ 15,5 milhões em ajuda emergencial para apoiar as vítimas e as operações de busca.
As autoridades locais permanecem em vigilância constante devido ao risco de réplicas e orientam a população a seguir protocolos de segurança rigorosos em áreas de risco.



