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Campinas e Região

Time de handebol do Guarani relata susto após terremoto na Colômbia

Atletas do time de Campinas (SP) estavam em Medellín no momento do ocorrido

Maria Eduarda Lopes
MARIA EDUARDA LOPES

11/08/2026 • 11:00 • Atualizado em 11/08/2026 • 11:39

Jogadora Letícia Vieira relata nas redes sociais o ocorrido

Jogadora Letícia Vieira relata nas redes sociais o ocorrido

Redes Sociais

A equipe de handebol feminino do Guarani estava em Medellín, na Colômbia, disputando a XXIII Copa Internacional de Balonmano. Na manhã desta segunda-feira (10), quando o time estava prestes a embarcar para retornar ao Brasil, ocorreu o terremoto de magnitude 7,4, fazendo com que os voos fossem interrompidos na região.

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O time de Campinas (SP) ficou no Aeroporto Internacional José María Córdova, em Medellín, por volta de duas horas, até que os voos para o Panamá voltaram a ser autorizados. A equipe conseguiu deixar Medellín sem nenhum tipo de problema e toda delegação está bem, sem ter sofrido qualquer tipo de problema, mas todos ficaram muito assustados.

Veja abaixo a nota do Guarani

"O Guarani Futebol Clube lamenta o terremoto ocorrido na Colômbia e deseja forças àqueles que foram diretamente afetados por tal.

O Bugre ainda ressalta que as atletas do Handebol do Guarani, que estavam em Medellín, por terem sido selecionadas, através da LHESP, para representar o Brasil na 23ª Copa Internacional de Ligas não sofreram nenhum tipo de dano.

As 12 atletas e o presidente da liga, Rogério Pinto, já desembarcaram no Panamá para conexão, caminho ao Brasil".

A integrante da equipe Letícia Vieira postou nos stories um vídeo informando o ocorrido. [Veja abaixo]

Entenda sobre o terremoto

Um novo balanço divulgado no fim da noite desta segunda-feira (10) aponta que terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste da Colômbia durante a manhã deixou, ao menos, 169 mortos. O tremor, que teve seu epicentro próximo ao município de San José del Palmar, a uma profundidade de 110 km, foi sentido com intensidade em Bogotá e até em países vizinhos, como Venezuela e Brasil.

As autoridades declararam alerta vermelha para as cidades de Pereira, Cali, Quibdó, Manizales e Armênia, que concentram os danos mais severos. Além dos mortos, há registro de pelo menos 483 feridos nas capitais e cerca de 100 pessoas desaparecidas. A infraestrutura urbana sofreu um impacto devastador, com a confirmação de 86 edifícios colapsados e danos significativos em hospitais e residências.

Segundo a associações das capitais colombianas (Asocapitales), sistemas de transporte, abastecimento de água, energia e telecomunicações foram comprometidos. O setor aéreo também foi bastante afetado, levando à suspensão das operações em sete aeroportos, como os de Pereira, Manizales, Quibdó, Armênia, Cartago e Buenaventura. Os voos permanecem interrompidos por questões de segurança.

Resposta do governo e ajuda Internacional

O presidente Abelardo de la Espriella, que tomou posse há apenas três dias, instalou um Posto de Comando Unificado (PMU) para coordenar as operações de resgate e assistência. Ele anunciou que viajará pessoalmente a Pereira para supervisionar os trabalhos.

No cenário internacional, os Estados Unidos já anunciaram o envio de US$ 15,5 milhões em ajuda emergencial para apoiar as vítimas e as operações de busca.

As autoridades locais permanecem em vigilância constante devido ao risco de réplicas e orientam a população a seguir protocolos de segurança rigorosos em áreas de risco.

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