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Agência Brasil
Um homem suspeito de manter em cárcere, torturar e estuprar a companheira foi preso em Itupeva (SP), após a vítima usar um celular para pedir socorro na madrugada deste domingo (20). A mulher, que suspeita estar grávida, relatou que estava junto do homem há sete meses e as agressões eram frequentes.
Segundo o boletim de ocorrência, ao contar ao companheiro sobre a suspeita de gravidez, a mulher foi agredida e teria sido ameaçada de morte junto da criança. Após as agressões, ela foi trancada em um banheiro e usou um celular para entrar em contato com um amigo, que acionou a Guarda Civil Municipal (GCM).
O portão eletrônico da residência estava aberto quando uma equipe da GCM chegou ao local da ocorrência. Segundo os agentes, a vítima já se encontrava fora do banheiro e com lesões no rosto, afirmando ter sido agredida pelo companheiro. O suspeito relatou à equipe que ela teria mordido o punho dele, e que, em um ato de reflexo, atingiu o rosto dela.
Ambos foram encaminhados para atendimento médico. O suspeito foi diagnosticado com uma escoriação superficial na mão. Já a vítima, que tinha múltiplas lesões visíveis, foi encaminhada para exame ginecológico e exames de imagem, que constataram fratura nasal, dilatação compensatória discreta acometendo o sistema ventricular e hiperemia na região íntima. Ainda, segundo o BO, ela tinha marcas semelhantes a queimaduras causadas por pontas de cigarro apagadas diretamente sobre sua pele.
Após a realização dos exames e com base nos indícios de violência, foi dada voz de prisão ao indiciado, sendo ambos conduzidos à Delegacia para os devidos procedimentos legais e ciência da autoridade competente. O indiciado optou por permanecer calado durante a coleta dos relatos. Ele teve prisão preventiva confirmada, sem direito à fiança.
Série de agressões
Em relatos descritos no boletim de ocorrência, a vítima contou que o indiciado passou a demonstrar comportamentos agressivos depois que passaram a morar juntos.
Ela relatou ter sido vítima de agressões físicas, sexuais e psicológicas em diversas ocasiões, em uma delas, chegou a acionar ajuda, mas foi coagida, sob ameaça de morte, a contar para a equipe da polícia que não houve nada.
Ainda segundo os relatos da vítima, quando as agressões resultaram em hematomas visíveis, o suspeito a deixava trancada em um cômodo até que os sinais diminuíssem.
O indiciado foi notificado, em seu local de trabalho, sobre um processo do qual será réu, e procurou a vítima solicitando que atuasse como testemunha de defesa. Ela recusou e afirmou que não irá mentir perante o Juízo. Ainda segundo o BO, ele teria agredido ela novamente, além de ter ameaçado a família da vítima se caso perdesse o emprego.
*Estagiário sob supervisão


