
O professor Tom Dwyer, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), que é um dos pioneiros nos estudos sino-brasileiros na Unicamp
Divulgação/Jornal da Unicamp
A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) inaugurou o Centro Interdisciplinar de Estudos Brasil-China (CIEBC) nesta quarta-feira (26). Em nota, a universidade informa que a iniciativa consolida mais de uma década de cooperação acadêmica e científica entre a Universidade e instituições chinesas.
Integrado à Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa da Unicamp (Cocen), o novo centro nasce com o propósito de fortalecer a produção de conhecimento sobre as relações Brasil-China, em áreas que abrangem economia, ciências sociais, cultura, ciência e tecnologia.
Atualmente, a China ocupa o lugar de segundo maior investidor em pesquisa e desenvolvimento no mundo — atrás apenas dos Estados Unidos —, obtendo avanços em áreas como inteligência artificial, energias renováveis e biotecnologias.
“Em qualquer cenário que se tente traçar para a economia e para a distribuição de poder na esfera internacional, entender a China é fundamental. Nosso maior interesse é pensar criticamente sobre como o momento atual abre novos desafios e oportunidades para o Brasil”, disse o professor do Instituto de Economia (IE) Célio Hiratuka ao Jornal da Unicamp. Ele é coordenador do GEBC – em atividade na Unicamp desde 2011 e agora parte integrante do centro.
Com esta estrutura consolidada, a Unicamp busca firmar-se como uma referência em estudos chineses na América Latina, equiparando-se a universidades internacionais de destaque, como Harvard, Columbia, Oxford, Cambridge, Universidade de Tóquio e Universidade Nacional Autônoma do México (Unam).
A criação aprovada pelo Conselho Universitário (Consu) no último dia 5 de agosto de 2025, após um longo trabalho na universidade.
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