Um novo repelente desenvolvido em parceria com a Unicamp está pronto para chegar ao mercado e reforçar o combate a doenças tropicais, como a dengue. O produto, que utiliza bioativos extraídos da Artemísia — uma planta milenar de origem chinesa —, obteve o registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e já começou a ser vendido.

Artemísia é uma planta milenar de origem chinesa
Divulgação
Segundo os pesquisadores, a grande inovação está no uso da biotecnologia, que permitiu o desenvolvimento de uma loção hidratante que não é absorvida pela pele e possui um aroma agradável, semelhante a chás. Os estudos comprovaram que o repelente é mais eficaz e seguro do que os modelos convencionais disponíveis hoje.
De acordo com Soraya El Khatib, CEO da empresa S do Bem Biotecnologia, um dos principais diferenciais do novo produto é a segurança para públicos com peles sensíveis ou restrições químicas. Através da tecnologia aplicada, foi possível reduzir em 50% a concentração de componentes repelentes convencionais, mantendo a alta eficácia.
Essa característica torna o uso ideal para:
- Crianças;
- Gestantes e lactantes;
- Idosos;
- Pessoas com alterações cutâneas.
A comercialização do repelente de Artemísia terá início em abril, com vendas em farmácias e pela internet. O projeto, que teve início em 2018, é fruto do ecossistema de inovação da Unicamp, tendo sido desenvolvido por uma "empresa filha" da universidade
A novidade chega em um momento estratégico para a saúde pública. Em Campinas, por exemplo, a cidade registrou 514 casos de dengue até fevereiro deste ano. Embora o número seja menor que os 1.600 casos do mesmo período de 2023, o cenário ainda exige atenção e o uso de repelentes continua sendo um fator crucial de prevenção.
*Com informações de Guilherme Celegato.
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