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Unicamp sequencia genoma de orquídea sul-americana pela primeira vez

Estudo identifica genes de adaptação a ambientes extremos na espécie Epidendrum fulgens, comum no litoral brasileiro

Da redação
DA REDAÇÃO

08/04/2026 • 09:20 • Atualizado em 08/04/2026 • 09:20

 Epidendrum fulgens, uma espécie nativa da região costeira entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro

Epidendrum fulgens, uma espécie nativa da região costeira entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro

Reprodução

Pesquisadores da Unicamp alcançaram um marco inédito para a botânica ao realizar, pela primeira vez, o sequenciamento genético em escala cromossômica de uma orquídea do gênero Epidendrum na América do Sul. O estudo, detalhado pelo Jornal da Unicamp, foca na Epidendrum fulgens, uma espécie nativa da região costeira entre o Rio Grande do Sul e o Rio de Janeiro.

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Diferente das orquídeas mais populares que evitam o sol direto, a E. fulgens é conhecida por sua alta resistência à luminosidade intensa e a solos pobres, como os de dunas e restingas. O sequenciamento permitiu identificar 30.830 genes organizados em 12 cromossomos, revelando os mecanismos que permitem à planta sobreviver nessas condições adversas.

O estudo foca na Epidendrum fulgens

O estudo foca na Epidendrum fulgens

Crédito: Divulgação/Unicamp

A pesquisa, liderada pela bióloga Jacqueline Mattos, identificou grupos de genes responsáveis pela osmorregulação (controle de água e sais) e pela resposta ao estresse oxidativo, frequentemente desencadeado por calor, seca e salinidade. Segundo Mattos, a descoberta ajuda a compreender como as plantas se adaptam aos ambientes neotropicais sob uma perspectiva evolutiva.

Além das funções genéticas, o estudo permitiu reconstruir a história da espécie nos últimos 10 milhões de anos, identificando picos de expansão e contração populacional. Atualmente, estima-se que existam cerca de 20 mil indivíduos da planta na natureza.

O trabalho foi publicado no periódico Genome Biology and Evolution e contou com a colaboração de especialistas da USP e de instituições internacionais.

Com informações de Liana Coll, do Jornal da Unicamp.

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