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Campinas e Região

Band Entrevista aborda os desafios e as apostas para o futuro da habitação

Kelma Camargo, do Secovi-SP, detalha o impacto do Minha Casa Minha Vida e a aposta em apartamentos compactos; confira o vídeo

Rafaela Oliveira
RAFAELA OLIVEIRA

31/03/2026 • 21:38 • Atualizado em 31/03/2026 • 21:38

Apartamentos cada vez menores, a interiorização consolidada, o aumento na venda de imóveis, a necessidade de revitalização do Centro de Campinas (SP) e impacto do programa Minha Casa Minha Vida. Esses são alguns dos temas abordados na entrevista de Kelma Camargo, diretora regional do Secovi-SP, ao programa Band Entrevista, onde ela analisa o cenário atual.

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O mercado imobiliário registrou um aumento de 10% nas vendas em 2025 em comparação ao ano anterior. Esse crescimento é reflexo direto de um movimento de interiorização consolidado após a pandemia, com muitas famílias deixando as metrópoles em busca de qualidade de vida no interior e optando pela aquisição da casa própria.

Um dos grandes motores desse desempenho foi o programa Minha Casa Minha Vida, que representou 43% do crescimento do mercado em 2025. Segundo Kelma, o programa tornou-se mais competitivo devido ao aumento do teto para R$ 359 mil e à evolução dos projetos, que agora oferecem áreas de lazer completas, como piscinas e espaços gourmet.

A diretora destaca uma mudança clara no comportamento do consumidor: a preferência por “apartamentos compactos”. Segundo Kelma, a tendência segue o conceito de "dormir dentro e viver fora", onde o morador aceita uma metragem interna reduzida em troca de infraestrutura externa robusta, incluindo academias, áreas pet e espaços de convivência.

Apesar dos números positivos, o setor enfrenta desafios locais. Em Campinas (SP), o custo da Outorga Onerosa do Direito de Construir (OODC) é apontado como um entrave para novos lançamentos. Kelma também defende que a revitalização do centro da cidade passa obrigatoriamente por programas de habitação popular para devolver "vida" à região.

No âmbito da convivência, a especialista ressaltou a modernização da identificação facial como ferramenta de segurança e reforçou que, por lei, síndicos e vizinhos devem denunciar casos de violência doméstica ocorridos dentro dos condomínios.

Para quem deseja investir, a orientação é clara: o imóvel continua sendo uma das formas mais seguras de construir patrimônio. "Saia do aluguel, porque o financiamento é um investimento no que é seu", afirma a diretora.

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