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Vereadores aprovam moção pedindo gestão cívico-militar em escolas de Valinhos

A reunião foi marcada por discussões acaloradas sobre o assunto; a adesão da instituição ao modelo é voluntária

*DANIEL ROSA

20/02/2025 • 17:23 • Atualizado em 20/02/2025 • 17:23

Câmara Municipal de Valinhos

Câmara Municipal de Valinhos

Reprodução/Google Earth

Vereadores aprovaram, por maioria de votos, uma moção de apoio ao prefeito Franklin (PL), para que Valinhos (SP) manifeste interesse na adoção da gestão cívico-militar em escolas do município, durante reunião realizada nesta terça-feira (18). Após a aprovação, a moção será encaminhada ao prefeito, ao secretário estadual da educação e ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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A escola cívico-militar é um modelo de gestão compartilhada entre militares e civis em escolas públicas. A adesão é voluntária mediante inscrição da escola interessada e consulta à comunidade.

Em discurso, Fábio Damasceno (Republicanos) disse que a iniciativa partiu após ser procurado por pais que querem esse modelo de gestão escolar em Valinhos. “Nós estamos pleiteando ao prefeito para que não perca o prazo e manifeste interesse na adesão de Valinhos ao programa”, disse. Damasceno ainda ressaltou que a implantação depende de discussão junto à comunidade escolar.

Edson Secafim (PL) ocupou a tribuna, pontuando que o modelo escolar proposto é uma forma de resgatar valores. “É preciso trazer de volta o respeito aos professores, trazer na educação os valores da família, o respeito à Pátria e o combate às drogas”, disse.

Os vereadores Marcelo Yoshida (PT) e Alécio Cau (PSB) votaram contra a moção. Yoshida afirmou que disciplina, valores cívicos e hierarquia já são ensinados nas escolas, e que é preciso melhorar a estrutura da educação. “Temos sala com chuva dentro, salas abarrotadas de alunos. Será que não seria mais interessante abrir mais salas de aulas e oferecer uma estrutura adequada para que professores e alunos possam usufruir do processo educacional?”, questionou.

Alécio Cau destacou que foi durante 10 anos servidor de escola pública e indagou. "Sabe com o que os nossos alunos estavam preocupados? Não era com a violência, com a disciplina ou com a ordem, era com o que vai ter de merenda”, afirmou.

*Estagiário sob supervisão

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