Câmeras de monitoramento instaladas na ARIE Mata de Santa Genebra, em Campinas (SP), registraram pela primeira vez a passagem de um gato-mourisco no entorno da floresta.
O flagrante inédito é fruto de uma pesquisa conduzida por Camila Mateus Almeida dos Santos, graduanda em Ciências Biológicas da Unicamp, sob orientação do professor doutor Raul Costa Pereira.
Embora a espécie já tivesse sido avistada anteriormente por biólogos da Fundação José Pedro de Oliveira (FJPO), esta é a primeira vez que a presença do animal é confirmada por meio de imagens na reserva.
Segundo o biólogo Thomaz Barrella, o registro ocorreu no final de 2025 e representa um avanço significativo para o monitoramento da fauna local.
O vídeo integra o estudo "Dinâmicas Espaciais e Temporais do Deslocamento de Mamíferos entre uma Floresta Urbana e seu Entorno", iniciado em 2025.
Gato-mourisco
O gato-mourisco (Herpailurus yagouaroundi) é um felino de médio porte, que pode pesar entre 3,5 e 7 quilos e medir cerca do dobro do tamanho de um gato doméstico. Suas principais características físicas incluem pernas curtas, corpo alongado, orelhas pequenas e uma cauda longa.
Ele é um animal solitário, tímido e de hábitos predominantemente diurnos, sendo mais ativo ao amanhecer e no crepúsculo. Embora seja um bom escalador, prefere caçar no solo, alimentando-se de aves, répteis, roedores e pequenos mamíferos.
A espécie ocorre desde a América Central até a América do Sul, ocupando de florestas densas a regiões áridas.
Apesar de ser raramente avistado devido ao seu comportamento discreto, o gato-mourisco não é considerado atualmente uma espécie sob ameaça de extinção. O novo registro na Mata de Santa Genebra reforça a relevância da reserva para a preservação de felinos em áreas urbanas.


