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Campinas e Região

Vizinho é preso por participação no roubo de armas na casa de colecionador em Vinhedo

Ele confessou o crime e alegou que estava sendo ameaçado por uma dívida com os criminosos

Da redação
DA REDAÇÃO

29/10/2025 • 09:12 • Atualizado em 29/10/2025 • 09:12

Quadrilha se passou pela Polícia Federal

Quadrilha se passou pela Polícia Federal

Câmera de segurança

Durante as investigações do caso da quadrilha que roubou vinte e sete armas e munições do sítio de um colecionador, em Vinhedo (SP), nesta terça-feira (28), os policiais descobriram que um vizinho da vítima, identificado como Marcelo Henrique Lourenço Marçon, poderia ter envolvimento com o crime. Ele confessou a participação no roubo e foi preso.

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Segundo o boletim, Marcelo havia demonstrado interesse em saber se o vizinho estaria em casa no dia do roubo.

Ao ser abordado, os agentes encontraram munições sem registro na casa dele. Conduzido à delegacia, Marcelo confessou ter fornecido informações aos assaltantes sobre o CAC, alegando que estava sendo ameaçado por uma dívida com os criminosos. Ele contou ter repassado dados sobre o imóvel e a rotina da vítima por meio de mensagens e ligações telefônicas.

Diante das provas, o homem foi preso em flagrante pelos crimes de porte ilegal de munição, roubo qualificado e associação criminosa.

Ele foi encaminhado à cadeia anexa ao 2º Distrito Policial de Campinas, onde permanece à disposição da Justiça.

A Polícia Civil segue investigando a quadrilha e busca identificar os demais envolvidos na ação.

O crime

Uma quadrilha armada, com pelo menos nove integrantes, realizou um roubo em um sítio no bairro Caixa d’Água, em Vinhedo (SP), nesta terça-feira (28). Os criminosos se passaram por agentes da Polícia Federal e roubaram 27 armas de fogo, cerca de 4 mil munições e outros materiais pertencentes a um colecionador, atirador e caçador (CAC).

Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu por volta das 8h44, quando os criminosos, vestindo coletes balísticos e com um suposto mandado de busca e apreensão, invadiram o imóvel e exigiram que a vítima entregasse as armas. A ação simulava uma operação policial.

A vítima foi obrigada a abrir um cofre, de onde os criminosos retiraram armas, munições, materiais de recarga e cerca de 20 kg de pólvora. Todo o armamento foi colocado em um caminhão-baú de pequeno porte. Em seguida, o proprietário foi levado pelos falsos policiais em uma viatura descaracterizada e abandonado em uma área de mata às margens da Rodovia Edenor João Tasca, em Itatiba (SP), cidade vizinha, onde foi ameaçado de morte.

Enquanto isso, outras pessoas que estavam na casa permaneceram rendidas. Além do armamento, foram levados aparelhos celulares e documentos do CAC. O cabo mestre da fibra óptica que fornece internet à região foi cortado, possivelmente pelos criminosos, para dificultar a comunicação.

A Polícia Científica foi acionada para realizar perícia no local e coleta de impressões digitais. O caso foi registrado como roubo qualificado e formação de quadrilha.

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