
Série B é iniciada com derrota e preocupação
Foto de Divulgação/Athletic Club
A Ponte Preta até tentou, mas a sensação que fica é a de um time que ainda não sabe exatamente o que quer ser na competição. Em mais uma atuação irregular, a Macaca foi derrotada por 2 a 1 pelo Atletic — e o placar, diga-se, reflete bem o que se viu em campo. Não fosse as defesas de Diogo Silva o placar teria sido mais elástico.
O jogo começou com um aviso claro: logo no primeiro minuto, Diogo Silva precisou trabalhar em chute de Bruninho. Aos 6, Ronaldo Tavares voltou a exigir boa defesa. Era um prenúncio do que viria — uma Ponte desorganizada, espaçada e com dificuldade evidente de encaixe no meio campo.
E quando o time não se encontra com a bola rolando, costuma sofrer na bola parada. Às Aos 26 minutos, após escanteio, a defesa rebateu mal, Diogo Batista arriscou de longe, e no rebote Ian Luccas fez 1 a 0. A reclamação de impedimento não se sustenta: Pottker, caído na jogada, dava condição.
Mesmo assim, a Ponte achou um respiro no fim do primeiro tempo. Aos 44 minutos, em uma jogada direta, Brandão fez bem o pivô e serviu Bryan Borges, que acertou um belo chute de fora da área. Um golaço, daqueles que poderiam mudar o rumo do jogo.
Poderiam — mas não mudaram.
Porque a Ponte não teve tempo nem de comemorar. Na saída de bola, o Atletic foi direto ao ponto, aproveitou o desarranjo defensivo, e Jota, em mais um chute de longa distância, recolocou os donos da casa na frente. Golaço. Outro golpe na já frágil estrutura emocional do time campineiro.
No segundo tempo, Rodrigo Santana optou por não mexer de imediato. E o time seguiu no mesmo tom: pouca criatividade, muita dificuldade de articulação e quase nenhuma agressividade ofensiva. O Atletic, confortável, fez o que o jogo pedia — rodou a bola e administrou.
As entradas de Elvis, Porfírio e Luís Phelipe até deram algum fôlego, mas nada que mudasse o panorama. A única chance real veio já no fim, em cobrança de falta de Elvis, bem executada, mas brilhantemente defendida por Glauco.
No desespero, a Ponte terminou com quatro atacantes. Na prática, não adiantou. Faltou organização, sobrou ansiedade — e o time pouco incomodou.
Mais uma derrota que expõe um problema maior: a Ponte ainda não tem identidade. E, na Série B, isso costuma custar caro.
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