Não foi só a Espanha que ganhou a Copa do Mundo

Por Redação
REDAÇÃO

20/07/2026 • 15:38 • Atualizado em 20/07/2026 • 15:39

Carlos Batista
Espanha é a campeã da Copa do Mundo 2026

Espanha é a campeã da Copa do Mundo 2026

REUTERS/Kai Pfaffenbach

A Espanha conquistou a Copa do Mundo com todos os méritos. Controlou a final do início ao fim e, embora tenha vencido por apenas 1 a 0, o placar não refletiu a superioridade apresentada diante da Argentina. Teve um gol mal anulado e um pênalti que o fraco juiz esloveno Slavko Vinčić, não marcou.

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A equipe comandada por Luis de la Fuente prioriza o jogo coletivo, valoriza a força do conjunto e colhe os frutos de um sólido projeto de formação de atletas, em contraponto à dependência excessiva de individualidades. O título premiou a seleção que melhor preservou a essência do futebol: toque de bola, triangulações, passes verticais e um modelo de jogo bem estruturado.

A Espanha possui uma identidade muito clara. Seu DNA técnico lembra, em vários aspectos, a mítica Seleção Brasileira de 1970, principalmente pela maneira coletiva, envolvente e ofensiva com que dominou seus adversários ao longo do torneio. Evidentemente, não tinha a genialidade de Pelé, mas contou com um maestro no meio-campo: Rodri, eleito o melhor jogador da Copa do Mundo.

Assim como o Brasil tricampeão, a Espanha de 2026 destacou-se pela enorme posse de bola, pela troca de passes precisos e pela inteligência tática. Não foi uma equipe dependente de um único craque. A força do meio-campo, aliada à velocidade pelos lados do campo, tornou-se a principal arma na campanha que culminou com a conquista do título.

Outro dado impressionante foi o desempenho defensivo. A Espanha tornou-se a primeira campeã mundial a sofrer apenas um gol durante toda a competição, consolidando Unai Simón como o melhor goleiro do torneio. A única seleção que conseguiu balançar as redes espanholas foi a Bélgica, nas quartas de final, com um gol de Charles De Ketelaere.

O sucesso espanhol também evidencia o peso do investimento nas categorias de base. O elenco campeão mundial contou com cinco jogadores que conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Paris-2024:

  • Pau Cubarsí (zagueiro);
  • Eric García (zagueiro);
  • Marc Pubill (defensor);
  • Álex Baena (meio-campista);
  • Joan García (goleiro).

Além deles, Luis de la Fuente convocou outros sete atletas que haviam conquistado a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Tóquio: Unai Simón, Marc Cucurella, Martín Zubimendi, Pedri, Mikel Merino, Mikel Oyarzabal e Dani Olmo.

A conquista também consolidou um feito histórico. A Espanha alcançou a maior sequência invicta da história das seleções nacionais: 38 partidas sem derrota.

A última derrota ocorreu em março de 2024, quando perdeu por 1 a 0 para a Colômbia, em amistoso disputado em Londres. A invencibilidade começou quatro dias depois, no empate por 3 a 3 com a Seleção Brasileira, então comandada por Dorival Júnior.

Desde então, foram 29 vitórias e nove empates, com 95 gols marcados e apenas 28 sofridos. A maior goleada foi o 6 a 0 sobre a Turquia, pelas Eliminatórias, enquanto a partida mais emocionante terminou em vitória por 5 a 4 sobre a França, pela Liga das Nações.

A Espanha levantou a taça, mas sua conquista vai além do resultado. O título representa a vitória de uma filosofia que privilegia o trabalho coletivo, o planejamento, a formação de jogadores e o futebol bem jogado.

No fim das contas, não foi apenas a Espanha que ganhou a Copa do Mundo. O futebol, em sua essência, também saiu campeão.

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*O autor da coluna tem autonomia para defender suas opiniões, baseadas em fatos e dados. Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do portal Band Multi, nem do Grupo Bandeirantes.

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