
Ancelloti precisa rever o time para ter sucesso na Copa do Mundo
Reprodução
A Seleção Brasileira ficou apenas no empate por 1 a 1 com Marrocos na estreia da fase de grupos da Copa do Mundo. Em uma partida marcada pela velocidade e pela forte marcação marroquina, o Brasil encontrou dificuldades para impor seu ritmo e acabou desperdiçando a oportunidade de abrir vantagem sobre um de seus principais concorrentes à classificação no grupo.
O volume de jogo marroquino foi recompensado com o gol de abertura do placar. Foi um golaço, sem dúvida, mas o lance também expôs uma deficiência da defesa brasileira ao marcar em linha. Um erro grotesco. Contra um adversário rápido, Marquinhos e Gabriel Magalhães jamais poderiam cometer essa imprudência.
Fica a lição de que, em Copa do Mundo, história não garante vitória. O Brasil é o único país que conquistou cinco títulos mundiais, mas cada ponto precisa ser conquistado com muito esforço. A Seleção terá de evoluir se quiser transformar o sonho do hexacampeonato em realidade.
O empate mantém a equipe em situação favorável no Grupo C para avançar à próxima fase, mas aumenta a importância do próximo compromisso contra o Haiti, na sexta-feira (19). O Brasil terá de vencer e, se possível, construir um bom saldo de gols. Além dos dois pontos desperdiçados, a partida serviu de alerta para a equipe brasileira, que precisará apresentar mais intensidade e criatividade para superar adversários bem organizados.
O Haiti tem pouca qualidade técnica, mas muita imposição física. Para alcançar a vitória, o Brasil precisa colocar em campo jogadores com a mesma postura de Vinícius Júnior: força, técnica e velocidade.
Casemiro está muito lento e já não consegue entregar o mesmo rendimento de outros tempos. Fabinho vive melhor momento e deveria ser titular. Danilo precisa assumir a lateral. É hora de dar oportunidades aos jogadores que estão pedindo passagem. Endrick tem de começar jogando já na próxima partida. Afinal, qual é o motivo para ele não atuar?
Ancelotti precisa rever alguns conceitos; caso contrário, o Brasil corre o risco de passar ainda mais vergonha nesta Copa. Raphinha é um excelente jogador em seu clube, mas não consegue repetir o mesmo desempenho na Seleção. Rayan e Luiz Henrique merecem uma oportunidade entre os titulares. Aliás, não há justificativa para que Rayan seja apenas a terceira opção de reserva na Seleção Brasileira. Douglas Santos, na lateral esquerda, tem mostrado muitas dificuldades. Alex Sandro não é muito superior tecnicamente, mas é mais rápido.
Existe uma expressão muito utilizada no futebol: “panela”, quando um grupo de jogadores se une em torno de determinadas lideranças. Se isso estiver acontecendo, é preciso acabar com a panela e colocar em campo quem realmente pode resolver.
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