A “Câmera Nervosa” e o Desmanche Fantasma

Por Redação
REDAÇÃO

07/05/2026 • 17:27 • Atualizado em 07/05/2026 • 17:27

Valter Sena
Repórter e polícia em ação nas ruas, registrando a realidade urbana

Repórter e polícia em ação nas ruas, registrando a realidade urbana

Reprodução/ IA

Na TV Tracajá, Morcegão, repórter agitado e rechonchudo, era o escolhido para cobrir tudo que tivesse pânico e tensão. Em fevereiro de 1994, a equipe vagava com uma pauta sem graça, até que uma sirene e o giroflex da PM puseram fim ao tédio.

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Morcegão não pensou duas vezes:

— Siga esse carro! Temos uma ótima reportagem!

Capeta, apelido singelo do motorista, engatou marcha reduzida. Pietro, o cinegrafista, retirou a câmera do case quase voando. Entre curvas, contramão e sinais vermelhos, a equipe mantinha o ritmo. Morcegão narrava em tempo real:

— A equipe da PM deve ter recebido um chamado importante e você acompanha tudo com a gente!

E assim o carro da TV Tracajá se enfiava em todo canto que a viatura policial entrava...

— Parece que vai entrar numa oficina, vamos atrás!

Chegando à oficina, o repórter desceu esbaforido e perguntou ao sargento:

— É um desmanche de carros roubados?

O dono da oficina fulminou Morcegão com o olhar. O sargento respondeu sério:

— Não! Essa oficina presta serviço para a nossa corporação.

E completou com bom humor:

— Nosso carro está sem freios, e estamos sem almoço até agora. Se nos der licença, vamos almoçar na churrascaria ao lado.

E assim terminou a “fuga” da PM, e a equipe da TV Tracajá voltou exausta, sem a reportagem policial, mas com uma história memorável.

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