
Repórter e polícia em ação nas ruas, registrando a realidade urbana
Reprodução/ IA
Na TV Tracajá, Morcegão, repórter agitado e rechonchudo, era o escolhido para cobrir tudo que tivesse pânico e tensão. Em fevereiro de 1994, a equipe vagava com uma pauta sem graça, até que uma sirene e o giroflex da PM puseram fim ao tédio.
Morcegão não pensou duas vezes:
— Siga esse carro! Temos uma ótima reportagem!
Capeta, apelido singelo do motorista, engatou marcha reduzida. Pietro, o cinegrafista, retirou a câmera do case quase voando. Entre curvas, contramão e sinais vermelhos, a equipe mantinha o ritmo. Morcegão narrava em tempo real:
— A equipe da PM deve ter recebido um chamado importante e você acompanha tudo com a gente!
E assim o carro da TV Tracajá se enfiava em todo canto que a viatura policial entrava...
— Parece que vai entrar numa oficina, vamos atrás!
Chegando à oficina, o repórter desceu esbaforido e perguntou ao sargento:
— É um desmanche de carros roubados?
O dono da oficina fulminou Morcegão com o olhar. O sargento respondeu sério:
— Não! Essa oficina presta serviço para a nossa corporação.
E completou com bom humor:
— Nosso carro está sem freios, e estamos sem almoço até agora. Se nos der licença, vamos almoçar na churrascaria ao lado.
E assim terminou a “fuga” da PM, e a equipe da TV Tracajá voltou exausta, sem a reportagem policial, mas com uma história memorável.
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