
Professora e escritora Nilza Dias, Maria das Neves Batista Pimentel primeira mulher a escrever um cordel
Reprodução/Divulgação
A Casa de Vidro do Museu da Cidade, em Campinas (SP), promove nesse sábado (16), das 13h às 17h, uma programação gratuita que reúne a Oficina de Cordel, destinada a pessoas a partir de 14 anos, e a exibição do documentário As Flores do Mandacaru – Mulheres na Literatura de Cordel, sobre a trajetória de Maria das Neves Batista Pimentel, considerada a primeira mulher a publicar um folheto de cordel no Brasil.
Oficina incentiva criação de versos
A oficina será conduzida pela cordelista, professora e escritora Nilza Dias, que propõe uma imersão na literatura de cordel a partir de elementos centrais como métrica, rima e narrativa. A atividade valoriza também a oralidade e as vivências pessoais dos participantes.
Durante o encontro, o público é convidado a criar seus próprios versos, em um processo que estimula a expressão autoral e o reconhecimento de suas histórias como matéria poética. A proposta é aproximar a tradição do cordel do cotidiano dos jovens e adultos que participarem.
A atividade tem 30 vagas e é voltada a pessoas a partir de 14 anos. A participação é gratuita e as inscrições devem ser feitas pelo e-mail [email protected].
Filme recupera história de pioneira
Além da oficina, a programação inclui a exibição do documentário As Flores do Mandacaru – Mulheres na Literatura de Cordel, dirigido pela cineasta e cordelista Helen Quintans. O filme resgata a trajetória de Maria das Neves Batista Pimentel, reconhecida como pioneira na publicação de folhetos de cordel por mulheres no país.
Segundo a sinopse, o documentário amplia a experiência do público ao destacar o protagonismo feminino em uma tradição historicamente marcada pela presença masculina. A produção contribui para o reconhecimento de autoras que ajudaram a consolidar a literatura de cordel como patrimônio cultural brasileiro.
Trajetórias de Helen Quintans e Nilza Dias
A diretora Helen Quintans é roteirista, realizadora audiovisual e cordelista, com atuação voltada à valorização da cultura brasileira e do protagonismo feminino. Ela desenvolve projetos que dialogam com a literatura popular e com a memória de mulheres que atuam nesse campo.
Responsável pela oficina, Nilza Dias nasceu em Guarujá (SP) e cresceu no interior da Bahia, onde se aproximou da cultura popular. Autora de quase duas dezenas de títulos, ela se destaca por recriar clássicos literários em cordel e por dar voz à força feminina em seus textos, com adaptações de obras como Orgulho e Preconceito, de Jane Austen, e Úrsula, de Maria Firmina dos Reis.
Serviço
Data: 16 de maio
Horário: das 13h às 17h
Local: Casa de Vidro do Museu da Cidade
Endereço: Av. Dr. Heitor Penteado, 2145 – Parque Taquaral – Campinas (SP)
Público: A partir de 14 anos
Vagas: 30 participantes
Inscrições: [email protected]
Acessibilidade: Intérprete de Libras
Entrada: Gratuita
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