Band Multi
Prudente e Região

Operação Duloc prende mulher que faz parte de uma organização criminosa

O grupo roubava caminhões no interior paulista

Hiltonei Fernando
HILTONEI FERNANDO

11/02/2025 • 09:51 • Atualizado em 11/02/2025 • 09:51

O grupo roubava caminhões no interior paulista

O grupo roubava caminhões no interior paulista

foto: Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu mais uma integrante de um grupo criminoso especializado em roubos de caminhões e sequestros de caminhoneiros, durante a 2ª fase da Operação “Duloc”, destinada ao cumprimento de um mandado de prisão preventiva e um mandado de busca e apreensão, na tarde de segunda-feira (10).

Compartilhar

A ação foi realizada na capital paulista e na cidade de Mirassol-SP. Os trabalhos investigativos tiveram início no meio do ano passado e resultaram na identificação de um grupo criminoso, atuante nos estados de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, altamente especializado em roubos de caminhões, onde as vítimas eram mantidas em cativeiro até que os veículos chegassem a divisa com o Paraguai.

O chamariz usado pelos criminosos, segundo a polícia, era a falsa contratação de fretes anunciados em plataformas virtuais, atraindo os motoristas para locais desvigiados que, crentes que estavam se dirigindo ao local do carregamento, acabavam sendo abordados e rendidos com emprego de armas de fogo, sendo então levados para cativeiros na região até que o veículo chegasse ao destino desejado pelos criminosos, permanecendo o tempo todo sob a constante ameaça.

As investigações ainda revelaram que os caminhões subtraídos eram levados ao Paraguai ou até a fronteira, onde são clonados (placas) e usados no tráfico de drogas além de contrabando de cigarros. A operação é resultado de outras seis investigações, que esclareceram ao menos oito roubos praticados pela organização criminosa, somente na região de Presidente Prudente-SP, resultando na prisão de vários roubadores.

De acordo com a polícia, a mulher presa era quem detinha o total controle do núcleo de apoio logístico da organização criminosa. Cabia a ela operacionalizar, à distância, toda as contratações e pagamentos necessários à prática dos roubos e sequestros. Além de receber a título de pagamento comissões por cada um dos roubos, ela também recebia um “salário” mensal por seus serviços de gerenciamento.