
A polícia descobriu que o sistema era estruturado em fraudes fiscais e lavagem de dinheiro
foto: Polícia Civil
A Polícia Civil (PC), por intermédio da 3ª Equipe da 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG) deflagrou, nesta sexta-feira (24), em Rio Preto-SP, a Operação “Agrofraude”, fruto de seis meses de investigação que desvendou um grande esquema criminoso, baseado na comercialização irregular de agrotóxicos, estruturado por fraudes fiscais e lavagem de dinheiro.
O trabalho policial teve início no mês de abril, quando policiais civis da DEIC, cumpriram buscas em um escritório de vendas online e dois barracões, localizados na zona Leste de Rio Preto-SP, locais em que foram constatadas diversas irregularidades, dentre as quais, crimes ambientais. A diligência culminou com a interdição dos imóveis e posterior suspensão dos CNPJs utilizados pelo grupo investigado.
Ao se aprofundar na análise das atividades dos supostos empresários, a polícia descobriu utilização de empresas de fachada, habilitadas em nomes de “laranjas”, sonegação fiscal e movimentação milionária nas contas bancárias das empresas. Entre os “laranjas” aliciados pelos irmãos que controlavam as ações, foram identificados, um azulejista e uma atendente de lanchonete, que ganharam status de donos de empresas.
O grupo criminoso contava também com a participação de um contador, responsável por viabilizar as aberturas fraudadas das empresas, subfaturamento dos balanços fiscais e outras manobras que potencializavam os ganhos ilegais. A Justiça concedeu a indisponibilidade dos bens dos líderes do grupo e o bloqueio das contas bancárias utilizadas no esquema criminoso. Nove mandados judiciais foram cumpridos, veículos e dispositivos eletrônicos apreendidos.
Fonte: Polícia Civil
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