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Rio Preto e Araçatuba

Sindicância revela possível fraude no ponto de funcionários nas UPAs de Rio Preto

Pelo menos 14 profissionais fantasmas são investigados

Hiltonei Fernando
HILTONEI FERNANDO

20/04/2025 • 17:12 • Atualizado em 20/04/2025 • 17:12

Pelo menos 14 profissionais fantasmas são investigados

Pelo menos 14 profissionais fantasmas são investigados

foto: Secom Rio Preto

Uma sindicância conduzida pela prefeitura de Rio Preto-SP, após denúncia de fraudes na área da saúde, revelou um suposto esquema de fraude no ponto dos funcionários de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Imagens das câmeras de segurança mostram a ação que ficou conhecida como “Farra do Ponto”.

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As imagens, que estão na posse da prefeitura, mostram profissionais registrando ponto para colegas que não apareceram para trabalhar. Enquanto isso, pacientes aguardavam por até 8h por atendimento. A apuração começou no mês de janeiro deste ano.

De acordo com relatório apresentado pela prefeitura, as situações denunciadas especificaram somente as Unidades de Urgência e Emergência, as quais foram objeto das apurações desta Comissão Sindicante. Pelo menos 14 profissionais da saúde estariam sendo considerados “fantasmas”.

Após apuração da prefeitura, foi verificada ausência de profissionais que tinham o ponto registrado, mas que não apareceram no local de trabalho. Foram abertos processos e a expetativa, se comprovada a fraude, é a demissão de alguns dos médicos investigados.

O QUE DIZ O SINDIATO DOS MÉDIDOS DE RIO PRETO:

“É com profunda preocupação que o Sindicato assiste à tentativa de linchamento moral e profissional de médicos que há anos dedicam sua vida à população rio-pretense, muitos dos quais atuaram bravamente durante os períodos mais críticos da pandemia e da recente epidemia de dengue, em condições adversas e com estrutura precária. Cabe esclarecer que nenhum dos médicos até o presente momento foi formalmente intimado a prestar esclarecimentos, nem sequer para ciência do teor da suposta sindicância que, de forma seletiva, está sendo vazada à imprensa como fato consumado. Tal conduta, além de violar gravemente o devido processo legal, revela-se como uma tentativa de criar uma narrativa política para encobrir falhas de gestão e estrutura na saúde pública municipal. Ainda mais grave é o fato de que as acusações parecem desconsiderar completamente o organograma oficial das unidades de saúde, elaborado pela própria Secretaria Municipal de Saúde, sob o conhecimento e chancela do Secretário Adilson Vedroni. Nele estão previstas funções específicas — como médicos horizontais e diretores técnicos — cujas atividades não são medidas por número de atendimentos diretos, mas sim por suporte, coordenação, gestão e ensino clínico. Investigar esses profissionais com base em números de consultas, sem contextualização técnica, é distorcer a realidade do trabalho médico”.