
Além do público, audiência contou com vereadores e representantes do Executivo
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A proposta de reajuste das tarifas do transporte público coletivo e da Zona Azul em Sorocaba (SP) foi discutida durante audiência pública realizada nesta segunda-feira (05/01), na Câmara Municipal.
A audiência, obrigatória conforme a Lei Orgânica do Município, contou com a presença de representantes da Urbes e do Executivo, além de vereadores e do público presente.
Durante a apresentação, o diretor-presidente da Urbes, Adriano Aparecido Almeida Brasil, detalhou que cerca de 30% do custo do serviço é coberto pela arrecadação tarifária, enquanto o restante é subsidiado pela Prefeitura, além de levantamento sobre despesas desde 2019, como gastos com mão de obra, combustíveis, aquisição de veículos e custos operacionais.
Conforme a proposta, a tarifa plena do transporte coletivo passará de R$ 5,91 para R$ 7,10, enquanto a tarifa social será reajustada de R$ 4,40 para R$ 5,30. A tarifa de estudante será fixada em R$ 2,65 e a tarifa dominical em R$ 5,30. Os novos valores têm previsão de vigência a partir de 30 de janeiro de 2026.
Também foi apresentada a proposta de reajuste da Zona Azul, com aumento do valor de R$ 1,50 para R$ 2,00, após congelamento desde 2018.
Posicionamento dos vereadores
Após a apresentação, vereadores fizeram críticas à proposta de reajuste e ao momento em que o tema foi levado à Câmara. O presidente da Comissão de Economia, Cristiano Passos (Republicanos), destacou que a audiência é obrigatória e não tem caráter deliberativo, cabendo ao Executivo a definição dos valores por decreto.
Izídio de Brito (PT) questionou o modelo de subsídio do transporte público e defendeu a tarifa zero e a manutenção do passe livre para estudantes. Fernanda Garcia (PSOL) afirmou que o reajuste deveria ter sido debatido durante a tramitação do orçamento e também defendeu a gratuidade.
Fausto Peres (Podemos) avaliou que o sistema pode ser prejudicado sem reajustes, mas defendeu que o impacto não recaia integralmente sobre os usuários. João Donizeti (União) e Toninho Corredor (Agir) cobraram diálogo prévio com a população e reforçaram a defesa do passe livre para estudantes.


