
Cães ficavam em local com condições precárias
Divulgação
O Setor de Proteção Animal (Sepa), da Delegacia Seccional de Polícia de Sorocaba (SP), em ação com a equipe de Bem-Estar Animal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, prendeu em flagrante, na terça-feira (02/12), o responsável por uma empresa que locava cães para atuarem como “seguranças” em imóveis da cidade.
Havia denúncia indicando possíveis maus-tratos no interior de um projeto social localizado no Parque das Paineiras. No local, as equipes encontraram três cães vivos com sinais de desnutrição, doenças não tratadas e mantidos em canis sujos, sem água, ração ou qualquer condição mínima de higiene.
Foi localizado, também, um cão morto, descartado irregularmente às margens de um córrego próximo, dentro de um saco plástico preto. A morte do animal não havia sido comunicada a nenhum órgão competente.
O responsável pela empresa foi localizado no próprio local e afirmou visitar os cães duas vezes ao dia, além de manter outros animais espalhados por diferentes imóveis na cidade. Segundo os policiais, ele admitiu não possuir sede adequada para abrigar os cães, bem como não fornecer acompanhamento veterinário, não saber se os animais eram castrados, vacinados ou portadores de doenças, e que sua empresa realizava a locação mediante pagamento mensal.
As responsáveis pelo imóvel onde os animais estavam, afirmaram que não tinham contato direto com os cães e desconheciam seu real estado de saúde.
A perícia foi feita e a Prefeitura de Sorocaba lavrou auto de infração administrativa, além de emitir relatório médico-veterinário confirmando o quadro de maus-tratos.
O responsável pela empresa foi preso em flagrante pelo crime de maus-tratos a cães, previsto no art. 32 da Lei 9.605/98. Foi representado ainda pela prisão preventiva do homem, em razão da gravidade dos fatos, da habitualidade da prática e do risco de reiteração delitiva, uma vez que a atividade econômica exercida depende diretamente da exploração inadequada de animais.
Foi solicitada a interdição total da empresa, com a suspensão imediata das atividades, por se tratar de prática sem respaldo legal e incompatível com a legislação de proteção animal.
Os animais resgatados foram recolhidos e permanecem sob cuidados veterinários.


