
Robô faz café com leite, espressos clássico, duplo e premium, chocolate quente, capuccinos com canela e italiano
Divulgação
Uma empresa de robótica instalada no Parque Tecnológico de Sorocaba (SP) divulgou, nesta semana, que desenvolveu um robô barista capaz de preparar oito tipos diferentes de cafés, realizando todas as etapas do processo, do preparo à autolimpeza.
A solução foi criada pela Amplytech Robotics, especializada em robótica aplicada ao atendimento. Segundo o fundador e diretor da empresa, Alexandre Geraldi, o robô foi criado ao longo de cerca de um ano e meio, com a utilização de peças importadas, componentes projetados pelo próprio empresário e itens fabricados por empresas brasileiras, além de produtos já disponíveis no mercado.
De acordo com Geraldi, o robô colaborativo é acionado e programado por um operador humano e prepara bebidas como café com leite, espressos clássico, duplo e premium, chocolate quente, capuccinos com canela e italiano, além de mocaccino. O equipamento executa automaticamente procedimentos como flush (limpeza prévia), moagem dos grãos, aquecimento da água, extração, entrega da bebida e autolimpeza.
“É difícil uma rede manter sempre a mesma qualidade do café. O robô barista vem para auxiliar nessa questão”, explica.
Ainda segundo o empresário, a proposta não é substituir o barista, mas complementar o trabalho humano, permitindo que o profissional se dedique à experiência do cliente. “Enquanto a máquina assume a parte operacional, o barista pode explicar sobre o grão, a colheita e a torra, gerando encantamento e fidelização”, afirma Geraldi.
Atualmente, conforme a empresa, o robô barista é apresentado em feiras e eventos, e a expectativa é atrair investidores para viabilizar a produção em escala, com foco na comercialização para padarias, cafeterias, hotéis e outros estabelecimentos no Brasil e no exterior.
Para o presidente do Parque Tecnológico de Sorocaba, Nelson Cancellara, a iniciativa exemplifica o papel da tecnologia na valorização do trabalho humano. “A tecnologia entra para organizar o que é repetitivo e dar consistência ao serviço. O humano entra com experiência, sensibilidade e relacionamento”, destaca.


