
Policiais civis da DIG esclareceram o crime
Divulgação
Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itapetininga (SP) indiciaram, nesta semana, três pessoas por organização criminosa e tentativa de homicídio triplamente qualificado. Os suspeitos cometeram o crime em 25 de dezembro de 2025. Na ocasião, a vítima foi submetida ao chamado “tribunal do crime” e baleada no tórax, mas sobreviveu.
Segundo os policiais, o crime teria sido motivado pelo envio, por equívoco, de imagens íntimas da vítima à mulher de um homem ligado a uma facção criminosa, atualmente preso. O ato foi interpretado pelo grupo como desrespeitoso, dando início a uma ação de represália violenta.
Segundo a vítima, contaram os policiais, a ideia inicial dos suspeitos seria sequestrá-la para submetê-la a um “tabuleiro”, termo utilizado para se referir a julgamentos informais impostos por integrantes do crime organizado. A execução do plano, entretanto, de acordo com os policiais, foi antecipada, gerando a agressão imediata na residência da vítima.
Ainda de acordo com a polícia, cinco suspeitos se organizaram no local, com parte do grupo vigiando a área externa e a entrada do imóvel, momento em que foi efetuado o disparo.
Ao longo do inquérito, foram realizadas oitivas da vítima, de testemunhas e de investigados, além de diligências técnicas e periciais. Dos suspeitos, dois seguem foragidos, enquanto os outros três estão presos temporariamente.


