
Uso de cerol e linha chilena é proibido por lei e aumenta o risco de acidentes
Divulgação
As interrupções no fornecimento de energia provocadas por pipas cresceram 16,69% na área de concessão da CPFL Piratininga entre janeiro e maio de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao todo, foram registradas 881 ocorrências nas 27 cidades atendidas pela distribuidora.
Conforme divulgado pela distribuidora, o aumento também foi registrado na região de Sorocaba (SP). Apenas em Votorantim (SP), os casos passaram de 13 em 2025 para 19 em 2026, alta de 46%.
Já em São Roque (SP), foram registradas 11 ocorrências entre janeiro e maio de 2026, ante nove no mesmo período de 2025, crescimento de 22%. Sorocaba, por sua vez, apresentou leve redução, passando de 79 ocorrências em 2025 para 75 em 2026 (-5%).
Segundo Raphael Campos, gerente de Saúde e Segurança da CPFL Energia, soltar pipas é uma brincadeira tradicional e saudável, mas, quando feita perto da rede elétrica ou com o uso de cerol, torna-se um risco grave.
"Nosso objetivo é conscientizar a população para que a diversão não se transforme em acidente ou em falta de energia para milhares de pessoas", afirmou.
Risco elétrico
De acordo com a CPFL, o contato de pipas com a rede elétrica, especialmente quando a linha é revestida com cerol ou linha chilena, pode provocar curtos-circuitos, desligamentos em larga escala e colocar em risco a segurança de quem estiver nas proximidades. A linha abrasiva também representa perigo direto a pedestres, ciclistas e motociclistas.
A distribuidora orienta que a população não solte pipas próximo a postes, fios de energia ou subestações. Também recomenda não utilizar cerol ou linha chilena e, caso a pipa fique presa na rede elétrica, não tentar retirá-la. Nesses casos, a orientação é acionar a empresa.
A Lei Estadual nº 17.201/2019 proíbe, em São Paulo, a fabricação, a comercialização e o uso de linha com cerol ou linha chilena. Infratores estão sujeitos a multa e, em caso de acidentes, podem responder criminalmente.


