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Operação Copia e Cola: PF investiga irregularidades em contratos da Saúde em Sorocaba

Duas pessoas foram presas

Da redação
DA REDAÇÃO

06/11/2025 • 10:38 • Atualizado em 06/11/2025 • 10:38

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6/11), a segunda fase da Operação Copia e Cola, que investiga supostas irregularidades na contratação de uma organização social pela Prefeitura de Sorocaba (SP) para administrar unidades de saúde por meio de contratos emergenciais e convênios.

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Nesta etapa, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Secretaria da Saúde de Sorocaba, além de outros endereços ligados aos investigados, nas cidades de Araçoiaba, Piedade e Itu, além de São Paulo.

Duas pessoas foram presas: entre elas está o empresário Marco Mott, amigo do prefeito, suspeito de ser lobista e de lavar dinheiro em diversos contratos da prefeitura. Mott foi preso em um condomínio em Araçoiaba da Serra.

A defesa de Mott, informou em nota que “o decreto judicial de prisão deu-se em virtude de conjecturas e suposições da policia judiciaria. A defesa irá esclarecer os equívocos. Além disso, trata-se de medida desnecessária, pois, nosso cliente sempre esteve à disposição das autoridades e já prestou esclarecimentos iniciais. Desse modo, traremos esses pontos ao tribunal que poderá compreender melhor os fatos”.

A outra pessoa presa é o pastor Josivaldo Batista de Souza, casado com a irmã da primeira-dama, Sirlange Frate Maganhato. O Portal Band Multi aguarda posicionamento da defesa de Josivaldo.

A Justiça determinou o sequestro e a indisponibilidade de bens de alguns deles, no valor aproximado de R$ 6,5 milhões, bem como a aplicação de medidas cautelares, como suspensão de função pública e proibição de contato com determinadas pessoas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.

A ação é um desdobramento da primeira fase da operação, deflagrada em abril deste ano, quando a PF cumpriu 28 mandados de busca e apreensão em 13 cidades da Bahia e de São Paulo, incluindo Sorocaba, para desarticular uma organização suspeita de desviar recursos públicos da saúde.

Na época, equipes da PF estiveram na Secretaria de Saúde e sede da Prefeitura, na casa e no gabinete do prefeito Rodrigo Manga (Republicanos), no diretório municipal de um partido político e na casa do ex-secretário da saúde, Vinicius Rodrigues.

Foram apreendidos mais de R$ 1,7 milhão, além de armas e carros de luxo.

  • Esta matéria está em atualização

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