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Sorocaba e Região

Operação Criptonita desmantela esquema de R$ 146,5 milhões com criptomoedas

Quatro prisões ocorreram em Sorocaba (SP), Indaiatuba (SP), Santa Isabel (SP) e Natal (RN)

Da Redação
DA REDAÇÃO

07/04/2026 • 12:51 • Atualizado em 07/04/2026 • 12:51

Operação cumpriu 14 mandados em diferentes cidades e apreendeu veículos, relógios e equipamentos

Operação cumpriu 14 mandados em diferentes cidades e apreendeu veículos, relógios e equipamentos

Divulgação

A Operação Criptonita, deflagrada na manhã desta terça-feira (07/04) pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), revelou um esquema de lavagem de dinheiro milionário por meio de criptomoedas, ligado a uma investigação que apura prejuízo de ao menos R$ 146,5 milhões.

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Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), quatro pessoas foram presas em endereços ligados à investigação durante a ação, que ocorreu em Sorocaba (SP), Indaiatuba (SP), Santa Isabel (SP) e também em Natal (RN). Um quinto suspeito já havia sido detido em investigações da Polícia Federal e do próprio MPSP.

O caso teve início após o sequestro de um homem em um shopping na capital paulista, quando foi identificada a atuação de uma organização criminosa estruturada, com divisão de tarefas, utilizando criptoativos para ocultar a origem e movimentar valores ilícitos.

Ainda, a SSP-SP informou que o caso tem ligação com uma investigação anterior que apura uma fraude bancária com prejuízo estimado em R$ 146,5 milhões. A vítima do sequestro é apontada como um dos envolvidos nesse esquema e teria participado da movimentação de recursos por meio de criptomoedas.

Para os investigadores, há indícios de que parte do dinheiro tenha sido desviada, o que pode ter motivado o crime. Eles também identificaram transferências superiores a R$ 70 milhões a um parceiro comercial ligado ao suspeito, valor considerado incompatível com a renda declarada.

Durante o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão, foram apreendidos relógios de luxo, veículos de alto padrão, celulares, notebooks, uma máquina de contar dinheiro e dispositivos possivelmente utilizados em transações com criptomoedas. Entre os suspeitos está um guarda civil municipal.

De acordo com o delegado Marcus Vinícius da Silva Reis, as investigações devem continuar para o rastreamento dos recursos movimentados pela organização criminosa.

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