Inadimplência de aluguéis cresce no Paraná e preocupa setor

Imóveis de alto padrão e contratos de até R$ 1 mil puxam alta, mas estado segue com taxa abaixo da média nacional

Da redação

Por Da redação

A inadimplência no pagamento de aluguéis aumentou no Paraná em fevereiro, com avanço tanto em imóveis de alto padrão quanto nas unidades mais baratas, e já preocupa o mercado imobiliário do estado.

Alta atinge luxo e imóveis populares

A maior alta na taxa de atrasos ocorreu em imóveis residenciais de alta renda, com aluguel acima de R$ 13 mil. Nesse segmento, cerca de 8,5% dos locatários não pagaram o valor devido em fevereiro, segundo dados do setor.

Os imóveis com aluguel de até R$ 1 mil também registraram crescimento na inadimplência. A fatia de contratos em atraso subiu de 5,7% em janeiro para mais de 7% no mês seguinte.

O movimento acende alerta entre proprietários e imobiliárias, que precisam rever critérios de análise de crédito e garantias para reduzir o risco de calote.

Paraná ainda abaixo da média do país

Mesmo com o aumento, o Paraná segue abaixo da média nacional de inadimplência de aluguéis. O dado indica que, apesar da pressão recente, o mercado local ainda mostra desempenho melhor que o observado no restante do país.

A região Sul também registrou crescimento nos atrasos, mas continua com o menor número de inadimplentes do Brasil, em torno de 2,9% dos contratos de locação.

Em Curitiba e em outras grandes cidades do estado, o cenário é de atenção redobrada, principalmente em contratos mais altos e em regiões com forte valorização imobiliária.

Como se proteger da inadimplência

Para reduzir o risco de prejuízo, o proprietário pode analisar com cuidado o perfil do futuro inquilino e contar com a intermediação de empresas consolidadas no mercado, orienta Rafael Dornelles, sócio da Auxiliadora Predial e responsável pela área de locações.

"Para quem tem um imóvel, pretende alugar e não quer ficar no prejuízo, a dica é pesquisar bem o mercado e buscar uma imobiliária confiável", afirma Dornelles.

Ele lembra que existem negociações em que o proprietário recebe o aluguel mesmo se o pagamento não ocorrer em dia, por meio de contratos que garantem o repasse mensal.

"Há modelos em que o locador recebe na data combinada e a imobiliária assume o risco da inadimplência do inquilino", explica o executivo.

Na visão de Dornelles, combinar análise rigorosa de crédito com esse tipo de solução contratual pode ajudar a manter a renda do aluguel mesmo em um cenário de aumento dos atrasos.

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