O Paraná se tornou o estado que mais utiliza tornozeleiras eletrônicas no Brasil. O equipamento, usado principalmente por presos do semiaberto e pessoas em prisão domiciliar, ganhou espaço como alternativa ao encarceramento tradicional.
Mercado em expansão e concentrado
Um mercado em forte crescimento: apenas cinco empresas dominam a fabricação e operação de tornozeleiras no país.
Ao todo, 114 mil pessoas são monitoradas por centrais que atendem 15 estados e o Distrito Federal, representando cerca de 70% dos monitorados do Brasil.
Custo menor que o encarceramento
O avanço no uso do equipamento é motivado por fatores como:
superlotação das penitenciárias,
redução de custos para os estados.
Cada tornozeleira custa, em média, R$ 270 por mês, valor que inclui monitoramento, manutenção e troca do equipamento quando necessário. O equipamento é cedido em comodato às secretarias estaduais.
Controle em tempo real
O uso da tornozeleira depende de decisão judicial.
O dispositivo registra:
localização em tempo real,
movimentação contínua do monitorado,
alertas automáticos em caso de violação,
sensores antifraude capazes de identificar tentativas de rompimento ou manipulação.
Casos de grande repercussão, como o do ex-presidente Jair Bolsonaro, também aumentaram a visibilidade do equipamento no país.
NOTA
A tornozeleira eletrônica não substitui a pena, mas atua como instrumento de fiscalização e controle judicial. O sistema continua em expansão, com previsão de aumento no número de monitorados nos próximos anos.