Paraná é o estado que mais usa tornozeleiras eletrônicas no país

Central acompanha 114 mil monitorados em tempo real; mercado é dominado por cinco empresas e segue em expansão.

Da redação com Rodrigo Leite| Band Paraná

O Paraná se tornou o estado que mais utiliza tornozeleiras eletrônicas no Brasil. O equipamento, usado principalmente por presos do semiaberto e pessoas em prisão domiciliar, ganhou espaço como alternativa ao encarceramento tradicional.

Mercado em expansão e concentrado

Um mercado em forte crescimento: apenas cinco empresas dominam a fabricação e operação de tornozeleiras no país.
Ao todo, 114 mil pessoas são monitoradas por centrais que atendem 15 estados e o Distrito Federal, representando cerca de 70% dos monitorados do Brasil.

Custo menor que o encarceramento

O avanço no uso do equipamento é motivado por fatores como:

superlotação das penitenciárias,

redução de custos para os estados.

Cada tornozeleira custa, em média, R$ 270 por mês, valor que inclui monitoramento, manutenção e troca do equipamento quando necessário. O equipamento é cedido em comodato às secretarias estaduais.

Controle em tempo real

O uso da tornozeleira depende de decisão judicial.
O dispositivo registra:

localização em tempo real,

movimentação contínua do monitorado,

alertas automáticos em caso de violação,

sensores antifraude capazes de identificar tentativas de rompimento ou manipulação.

Casos de grande repercussão, como o do ex-presidente Jair Bolsonaro, também aumentaram a visibilidade do equipamento no país.

NOTA

A tornozeleira eletrônica não substitui a pena, mas atua como instrumento de fiscalização e controle judicial. O sistema continua em expansão, com previsão de aumento no número de monitorados nos próximos anos.