
Ambulância fica presa em semáforo com radar e reacende debate em Curitiba
Foto: Band Paraná
Uma ambulância ficou parada em um semáforo com radar no bairro Batel, em Curitiba, nesta semana e não conseguiu avançar mesmo com sirene e giroflex ligados, o que reacendeu o debate sobre a prioridade a veículos de emergência.
Imagens mostram ambulância presa no cruzamento
As imagens, feitas por uma pessoa que trafegava pela via, mostram a ambulância na faixa da esquerda, com os sinais sonoros e luminosos acionados, diante do sinal vermelho.
No vídeo, um caminhão na pista central chega a avançar alguns metros, mas os carros da esquerda permanecem imóveis. Sem espaço para manobrar, a ambulância segue parada atrás da fila.
O caso aconteceu no cruzamento da Avenida Bento Viana com a Avenida Silva Jardim, ponto em que há radar acoplado ao semáforo. Outro episódio semelhante já havia ganhado repercussão em Curitiba neste ano, levantando dúvidas sobre como o motorista deve agir nessas situações.
Lei garante preferência a veículos de emergência
De acordo com o Detran do Paraná, quando um veículo de emergência está em atendimento, com sinais sonoros e luminosos ligados, o motorista deve realizar a manobra necessária para liberar a passagem, ainda que precise avançar o sinal.
O órgão orienta que, em caso de autuação, o condutor registre dia e horário e recorra, informando que liberou a passagem para o socorro. As câmeras do radar podem comprovar a situação.
Segundo o especialista em trânsito Mauro Gil, a legislação é clara ao estabelecer prioridade para ambulâncias, viaturas policiais e carros de bombeiro. Ele afirma que a "lei obriga a dar preferência" e que o condutor precisa ter "sensibilidade para entender o momento".
PM orienta a manobrar e até avançar sinal com segurança
Diante da repercussão, o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar reforçou a necessidade de abrir caminho para veículos de socorro e detalhou como o motorista pode agir para facilitar o deslocamento imediato.
Na visão do tenente Guimarães, da PMPR, é "essencial dar passagem" sempre que a ambulância estiver em serviço de urgência. Ele explica que o condutor pode, se necessário, subir na calçada ou até avançar o radar, desde que faça isso com cautela.
O policial ressalta que, ao parar antes da faixa de retenção e deixar espaço livre no cruzamento, o motorista permite a passagem do veículo de emergência e ainda reduz o risco de multa, porque não precisa invadir a área monitorada.
"Não somos apenas motoristas no trânsito", diz especialista
Para Mauro Gil, episódios como o registrado em Curitiba mostram a importância da responsabilidade coletiva nas ruas. Ele avalia que as pessoas precisam entender que "não são só motoristas no trânsito" e que cada decisão tomada ao volante impacta diretamente a segurança de quem precisa de socorro.
O especialista reforça que o receio de receber uma multa não pode se sobrepor à urgência do atendimento. Conforme ele aponta, o sistema de recursos de infrações existe justamente para analisar situações em que o motorista agiu para preservar vidas.
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