Resumo
O grupo curitibano de comédia Antropofocus celebra 25 anos de carreira com a reapresentação do espetáculo "No Dia Seguinte: A Quase História da Tevê Brasileira", em cartaz de 25 a 28 de junho e de 2 a 4 de julho de 2026, no Teatro José Maria Santos, em Curitiba.
A montagem explora, com humor, a lenda de que a primeira emissora de TV brasileira teve que improvisar toda a programação após a estreia, acompanhando os bastidores da fictícia TV Anhangüá e utilizando recursos como transmissão ao vivo para televisores de tubo e referências a diferentes épocas da televisão nacional.
A dramaturgia cômica, o uso de tecnologia integrada, música e técnicas de improvisação — aprimoradas com a colaboração de artistas como Daniel Nascimento, Márcio Ballas, Omar Argentino e Gustavo Miranda — marcam a linguagem do espetáculo, que reforça o improviso quando a equipe descobre que precisa criar uma nova programação do zero no dia seguinte à estreia.
O grupo curitibano de comédia Antropofocus comemora 25 anos de trajetória com a volta do espetáculo "No Dia Seguinte: A Quase História da Tevê Brasileira", em cartaz de 25 a 28 de junho e de 2 a 4 de julho de 2026, no Teatro José Maria Santos, em Curitiba.
A montagem, que estreou em 2016, parte da lenda de que a televisão brasileira tinha programação apenas para a noite de estreia, obrigando os pioneiros a improvisarem toda a grade dos dias seguintes. A partir dessa premissa, o grupo explora, em tom cômico, os bastidores de uma emissora fictícia.
Comédia sobre bastidores da televisão
O espetáculo acompanha a TV Anhangüá, canal financiado pelo milionário das comunicações Sr. Xatobrian, às vésperas de colocar no ar o primeiro canal de televisão do país. O público vê o nervosismo da equipe nos momentos finais antes da estreia.
Quando a programação começa, as cenas encenadas no centro do palco são retransmitidas ao vivo para televisores de tubo espalhados pela cenografia. Assim, a plateia acompanha simultaneamente o que aparece na tela e o que acontece ao redor, fora do enquadramento.
A comédia brinca com formatos clássicos da TV brasileira, como episódio de novela, telejornal de bancada, comerciais exagerados e seriado americano enlatado. A dramaturgia parte dos anos 1950, mas insere referências a ícones de diferentes épocas da televisão nacional.
Improvisação e linguagem cênica
"No Dia Seguinte" reúne características trabalhadas ao longo da trajetória do Antropofocus, como dramaturgia cômica, uso de tecnologia integrada à narrativa, música como suporte cômico e dramatúrgico e técnicas de improvisação, presentes tanto na criação quanto nas apresentações.
A virada da história acontece quando a equipe descobre que, no dia seguinte à estreia, precisa colocar no ar uma programação completamente nova, sem nada pronto ou ensaiado. É nesse ponto que o espetáculo intensifica o jogo com o improviso e com o imprevisível.
A peça surgiu após um período de seis meses de trabalho do grupo na criação de "Histórias Extraordinéditas". No processo, o Antropofocus contou com a colaboração de nomes ligados à improvisação, como Daniel Nascimento (Cia Barbixas), Márcio Ballas ("Jogando no Quintal") e Omar Argentino.
O grupo também teve o auxílio do mestre em improvisação Gustavo Miranda, que acumula a criação de dezenas de espetáculos de improviso na Colômbia, no Brasil e em Portugal, influenciando diretamente a estrutura de "No Dia Seguinte".
Serviço
"No Dia Seguinte: A Quase História da Tevê Brasileira"Apresentações: de 25 a 28 de junho e de 2 a 4 de julho de 2026Quintas, sextas e sábados, às 20h; domingos, às 18hLocal: Teatro José Maria Santos – R. Treze de Maio, 655, São Francisco, Curitiba/PRDuração: 90 minutosClassificação indicativa: 12 anosIngressos: R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia-entrada), à venda pelo site Zet e na bilheteria do teatro a partir de 1 hora antes de cada sessão.
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