
Secretaria Estadual da Saúde do PR, sede em Curitiba
Foto: AEN
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) afirmou, em nota enviada à reportagem, que a taxa de ocupação de leitos na Macrorregião Leste está dentro da normalidade e que não há desassistência no Hospital do Trabalhador, em Curitiba, em meio a relatos de preocupação de profissionais de saúde sobre a lotação da rede às vésperas do Carnaval.
Segundo a Sesa, o Hospital do Trabalhador, que é administrado pela própria secretaria, mantém o atendimento aos pacientes mesmo em períodos de alta demanda. A pasta reforça que a unidade é referência em urgência e emergência para Curitiba e Região Metropolitana.
A secretaria destaca ainda que o hospital recebe tanto demandas espontâneas quanto casos encaminhados pelo Samu e pelo Siate, serviços que atuam na linha de frente do atendimento pré-hospitalar. Ainda conforme a nota, a ocupação de leitos na Macrorregião Leste permanece em patamar considerado regular.
No comunicado, a Sesa lembra que o município de Curitiba possui gestão plena do seu sistema de saúde e faz a própria regulação dos leitos sob responsabilidade municipal.
Alerta de médico sobre falta de vagas
As explicações do governo estadual ocorrem em um contexto de preocupação entre profissionais da ponta. Na manhã desta quinta-feira (11), o médico do Siate Márcio Luiz Nogarolli afirmou, em entrevista ao vivo ao programa Bora Paraná, da Band, que a rede hospitalar já opera no limite.
Durante a participação, ele relatou dificuldade para encontrar vagas para pacientes em estado grave e disse que falta espaço físico nas unidades de saúde.
“Existe falta física de espaço nos hospitais. Eu brinco com eles que às vezes me sinto no hospital de Kandahar, no Afeganistão. Nós estamos em uma situação crítica”, disse o médico.
De acordo com Nogarolli, o cenário não se restringe a Curitiba e se repete em outras cidades do Paraná, refletindo a pressão sobre o sistema em períodos de maior demanda.
Ambulâncias lotadas e poucos leitos disponíveis
Na entrevista, o médico também chamou atenção para o impacto da falta de vagas hospitalares no trabalho das equipes de resgate. Ele afirmou que, mesmo com reforço na frota, o número de ocorrências faria com que todas as viaturas ficassem rapidamente comprometidas.
“Se nós tivéssemos 100 ambulâncias disponíveis, as 100 estariam ocupadas”, afirmou Nogarolli.
Nota oficial da SESA
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) informa que a taxa de ocupação de leitos na Macrorregião Macro Leste está dentro da normalidade. Em relação ao Hospital do Trabalhador, unidade sob gestão da Sesa, mesmo em casos de alta demanda, não há desassistência hospitalar ao paciente.
Cabe ressaltar que o município de Curitiba possui gestão plena e regulação própria de seus leitos.
O Hospital do Trabalhador é uma referência no atendimento de urgência e emergência para Curitiba e Região Metropolitana. A unidade atende tanto demandas espontâneas quanto casos encaminhados pelo Samu e Siate.
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