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Após briga, homem tenta matar mulher ao jogar caminhonete contra muro

Polícia Civil investiga em Fazenda Rio Grande (PR) colisão provocada após discussão dentro do veículo como possível tentativa de feminicídio

Marcel Mercúrio
MARCEL MERCÚRIO

08/04/2026 • 09:03 • Atualizado em 08/04/2026 • 09:03

Um homem foi preso na terça-feira (7) após avançar com uma caminhonete contra o muro de uma residência no bairro Santa Terezinha, em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). No veículo estava também uma mulher, que ocupava o banco do passageiro, e o caso é investigado como possível tentativa de feminicídio.

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De acordo com informações repassadas pela vítima à Polícia Civil, os dois discutiram dentro do carro momentos antes da batida. Ainda segundo o relato, o motorista teria acelerado intencionalmente e atingido o muro da casa de propósito.

O impacto deixou a mulher com ferimentos no rosto. Equipes do Corpo de Bombeiros atenderam a ocorrência e prestaram os primeiros cuidados à vítima no local.

O homem foi contido após a colisão e acabou preso pelas autoridades que atenderam o chamado. A Polícia Civil vai definir a tipificação dos crimes a partir das diligências e depoimentos colhidos no inquérito.

Discussão termina em caso tratado como feminicídio

A Polícia Civil trata o episódio como possível tentativa de feminicídio, já que a suspeita é de que o ataque ocorreu em contexto de violência de gênero. O depoimento da vítima será fundamental para definir o rumo das investigações.

Em situações desse tipo, a polícia costuma ouvir outras testemunhas e analisar imagens de câmeras de segurança para confirmar a versão apresentada e reconstruir a dinâmica da ocorrência.

Também é comum que o inquérito investigue o histórico de relacionamento entre as partes envolvidas e possíveis registros anteriores de ameaças ou agressões, o que ajuda a caracterizar ou afastar a tese de tentativa de feminicídio.

Feminicídio é crime qualificado

No Brasil, a lei prevê o feminicídio como forma qualificada de homicídio quando a vítima é morta por razões da condição de sexo feminino, em geral no âmbito da violência doméstica e familiar. Nos casos em que a mulher sobrevive, a investigação trabalha com a hipótese de tentativa de feminicídio.

Especialistas em segurança pública apontam que a rapidez no atendimento e na responsabilização dos suspeitos é essencial para proteger vítimas de violência e evitar novas agressões. A orientação é que qualquer episódio de ameaça ou ataque seja imediatamente comunicado às autoridades.

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