
Copel alerta sobre riscos de desligamentos por balões na rede de distribuição de energia
Foto: Copel
Equipes da Copel registraram 16 ocorrências de desligamento causadas por balões entre janeiro e o fim de maio deste ano no Paraná e em São Paulo, sendo 15 na rede de distribuição de energia e uma na rede de transmissão.
Segundo a empresa, esse tipo de interferência provoca desligamentos de grande impacto, que atingem diversos consumidores ao mesmo tempo e representam risco para quem vive perto das redes e para as equipes de manutenção.
Ocorrências se espalham por várias cidades
Na rede de distribuição, que leva a energia diretamente às residências e comércios, a Copel atendeu a 15 casos de balões enroscados nos cabos nos primeiros cinco meses do ano.
Desse total, cinco desligamentos ocorreram em Curitiba; dois em Piraquara, na Região Metropolitana; dois em Mariluz, no Noroeste do Estado; e um em cada um dos municípios de Quatro Barras e São José dos Pinhais, também na RMC, Londrina e Ribeirão do Pinhal, no Norte, e Paiçandu, no Noroeste.
"Há casos deste tipo registrados o ano todo que geram desligamentos de grande impacto e prejudicam a coletividade. Balões são objetos sem controle que expõem todos a situações de risco. Quando em contato com a rede elétrica, além da interrupção da energia, há a possibilidade da queima de equipamentos, o que aumenta a complexidade do trabalho das equipes com influência no tempo de religamento", afirma o gerente da Divisão de Construção e Manutenção da Copel para Curitiba, Marcos Mikuska.
Desligamento na transmissão afeta regiões inteiras
Na rede de transmissão, que opera em alta tensão e integra os sistemas regionais, a Copel Geração e Transmissão registrou um desligamento provocado por balão em 15 de março, no estado de São Paulo, na linha Bateias-Itatiba, que opera em 500 mil volts e conecta as regiões Sul e Sudeste.
"As linhas de transmissão operam de forma integrada e qualquer interferência pode gerar consequências em cadeia. Uma ocorrência como essa de balão na rede de alta tensão coloca em risco a confiabilidade do sistema elétrico e exige mobilização imediata das equipes para resolver a situação com segurança", destaca o superintendente de Transmissão da Copel, Ricardo Wazen.
Comparação com o ano passado
Em todo o ano passado, as equipes da Copel realizaram 48 serviços de retirada de balões da rede de distribuição, com a recomposição das estruturas para permitir o religamento da energia.
No mesmo período do ano anterior, de janeiro ao fim de maio, a companhia registrou 21 ocorrências desse tipo, cinco a mais do que neste ano, todas na rede de distribuição. Naquela época, foram 11 casos em Curitiba, dois em Colombo, dois em Araucária e um em cada um dos municípios de Borrazópolis, Cambé, Foz do Iguaçu, Maringá, Ubiratã e União da Vitória.
Crime ambiental e orientações em caso de emergência
Soltar balões é crime ambiental previsto na Lei 9.605/98, com pena de detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as sanções. A prática é proibida justamente pelo risco de provocar incêndios, acidentes com aeronaves e danos à rede elétrica.
"Jamais deve-se tentar retirar balões enroscados na rede elétrica sob o risco de morte", alerta o gerente de Manutenção da Copel, Marcos Mikuska.
A Copel orienta que a população mantenha distância das estruturas de energia e comunique qualquer situação de risco ou acidente. Em emergências, o telefone 0800 51 00 116 pode ser acionado gratuitamente de qualquer aparelho; ao ligar, o cliente deve selecionar a opção 1 para relatar risco à vida ou ocorrência envolvendo a rede elétrica.
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