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Bombeiros do Paraná alertam banhistas para risco de raios no Carnaval

Frente fria deve provocar temporais com descargas elétricas no Estado e expor turistas a perigo em praias, rios e represas durante a folia.

Da redação
DA REDAÇÃO

11/02/2026 • 17:18 • Atualizado em 11/02/2026 • 17:18

Bombeiros alertam para risco de descargas elétricas no mar durante temporais no Carnaval

Bombeiros alertam para risco de descargas elétricas no mar durante temporais no Carnaval

Foto: AEN

Às vésperas do feriado prolongado de Carnaval, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) emitiu alerta para o risco de descargas elétricas no Litoral e em áreas de banho em rios e represas, diante da previsão de temporais a partir de sexta-feira (13).

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Frente fria aumenta instabilidade

De acordo com o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), uma frente fria avança sobre o Estado e deve provocar aumento significativo das chuvas e possibilidade de tempestades com raios em todas as regiões, inclusive nas praias, durante o período de folga.

Segundo a capitã Tamires Pereira, do CBMPR, a combinação de mar cheio, grande número de banhistas e descargas elétricas torna o cenário especialmente perigoso. Ela destaca que o raio procura o caminho mais fácil até o solo e que a água do mar, assim como o corpo molhado, conduz muito bem eletricidade.

Na avaliação da oficial, a ausência de estruturas altas na faixa de areia faz com que pessoas, embarcações e objetos isolados se tornem alvos preferenciais. Por isso, ela reforça que ninguém deve permanecer no mar ou na orla quando houver sinais de mudança rápida no tempo.

Risco existe mesmo sem chuva

Os bombeiros lembram que não é preciso estar chovendo no local para que haja perigo. As descargas podem ocorrer a vários quilômetros de distância da área onde a tempestade se forma. Para a capitã Tamires, o simples fato de ouvir trovões já indica que o raio está próximo o suficiente para representar risco.

Entre os principais indícios de aproximação de tempestade estão escurecimento repentino do céu, nuvens carregadas, aumento do vento, queda de temperatura e trovões audíveis. A orientação é sair da água imediatamente e só retornar após, no mínimo, 30 minutos sem novos ruídos de trovoada.

O que evitar e onde se abrigar

Um erro comum, segundo o CBMPR, é acreditar que água rasa ou proximidade da areia reduzem o perigo. A corporação explica que a eletricidade se espalha pela superfície da água e pelo solo molhado, podendo causar lesões graves mesmo em locais aparentemente seguros.

Os bombeiros também desaconselham buscar abrigo sob árvores isoladas, permanecer com objetos metálicos ou altos, como varas de pesca, pranchas e guarda-sóis, e usar celular ao ar livre durante tempestades. Locais considerados mais seguros são edificações fechadas, como quiosques estruturados e restaurantes, além de veículos com teto metálico e portas fechadas.

Como agir em caso de vítima

Se uma pessoa sofrer descarga elétrica no mar ou na praia, a recomendação é, primeiro, garantir a segurança de quem presta socorro e retirá-la da água, se for possível. Diferentemente do que muitos imaginam, a vítima de raio não permanece energizada e pode ser tocada com segurança.

Em seguida, deve-se acionar o atendimento de emergência pelo telefone 193 e iniciar manobras de reanimação cardiopulmonar, se necessárias, até a chegada das equipes. A Polícia Civil do Paraná também divulgou orientações específicas para prevenir golpes e furtos durante o Carnaval, disponíveis neste link.

Prevenção é prioridade no Carnaval

Com a expectativa de grande fluxo de turistas no Litoral, o CBMPR reforça que a atenção às condições climáticas e às orientações dos guarda-vidas é fundamental. De acordo com a capitã Tamires, não compensa insistir em permanecer na água quando há qualquer indício de tempestade.

Confira as principais recomendações dos bombeiros em caso de raios:

  • Ao ouvir trovões ou ver relâmpagos, saia da água imediatamente.
  • Não espere a chuva começar para buscar abrigo.
  • Evite permanecer em água rasa ou muito próximo da faixa de areia molhada.
  • Não fique sob árvores isoladas, guarda-sóis ou estruturas improvisadas.
  • Afaste-se de objetos metálicos, pranchas, varas de pesca e motos aquáticas.
  • Procure abrigo em edificações fechadas ou dentro de veículos.
  • Só retorne ao mar após 30 minutos sem novos trovões.
  • Em emergências, acione o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193.