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Bombeiros resgatam homem que passou 2 dias perdido em mata na BR-277

Vítima de 36 anos foi localizada à noite por drone com câmera térmica em área de mata fechada no litoral do Paraná

Da redação
DA REDAÇÃO

21/03/2026 • 10:01 • Atualizado em 21/03/2026 • 10:01

Equipe de buscas dos Bombeiros do Paraná

Equipe de buscas dos Bombeiros do Paraná

Foto: Gabriel Rosa | AEN

Resumo

Resgate de homem de 36 anos, morador de Curitiba, perdido por cerca de dois dias em mata fechada às margens da BR-277 no litoral do Paraná, foi realizado na noite de 20 de março de 2026 após operação envolvendo equipes terrestres, cão de busca e drone com câmera térmica.

Busca iniciada após funcionários da concessionária EPR Litoral encontrarem motocicleta e capacete abandonados e ouvirem gritos de socorro, contou com atuação de cinco bombeiros, apoio da Polícia Rodoviária Federal, varredura em terreno difícil e uso de drone, cuja câmera térmica foi decisiva para localizar ponto de calor durante busca noturna.

Homem encontrado consciente, com escoriações e contusões, às margens de um riacho, declarou ter entrado na mata por acreditar estar sendo perseguido, foi retirado a pé após improviso de calçado e encaminhado ao Hospital Cajuru em Curitiba, com operação totalizando seis horas e suporte da concessionária na sinalização e segurança da rodovia.

Um homem de 36 anos, morador de Curitiba, passou cerca de dois dias perdido em uma área de mata fechada às margens da BR-277, na altura do km 41, no litoral do Paraná, e foi resgatado na noite de 20 de março de 2026, por volta das 23h, após uma operação que mobilizou equipes terrestres, cão de busca e um drone com câmera térmica, segundo o Corpo de Bombeiros do Paraná.

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Moto abandonada e início das buscas

De acordo com relatório da corporação, na noite de 18 de março funcionários da concessionária EPR Litoral encontraram uma motocicleta e um capacete abandonados na beira da rodovia, na região conhecida como viaduto dos Padres, e fizeram uma varredura inicial, sem localizar o condutor.

No dia seguinte, a concessionária voltou ao trecho para monitoramento e relatou ter ouvido gritos de socorro vindos de uma área de mata fechada próxima ao ponto onde a moto havia sido encontrada. Sem conseguir acessar o local, a empresa pediu apoio aos bombeiros.

Cinco militares foram enviados em duas viaturas e dividiram-se em equipes para buscar a vítima tanto margeando a BR-277 quanto no interior da mata. As equipes também desceram para a parte inferior do viaduto e realizaram uma varredura em um trecho que ainda não tinha sido vistoriado.

Segundo os bombeiros, a progressão ocorreu com cautela por causa da baixa luminosidade e das condições do terreno. Durante a varredura, os militares ouviram gritos esporádicos vindos de um ponto indefinido da mata, o que levou o grupo a redobrar a atenção e ajustar o direcionamento da busca, mas a vítima não foi localizada naquele dia. Pertences dela encontrados no local foram entregues à Polícia Rodoviária Federal.

Cão de busca, terreno difícil e uso de drone

As buscas continuaram em 20 de março, com o apoio do Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) do Corpo de Bombeiros e de um cão de busca. Conforme o relatório, as equipes ampliaram a área de varredura, inclusive até as proximidades de um rio, seguindo as indicações do animal, em um terreno íngreme e cheio de buracos, que dificultava o deslocamento e exigia atenção constante.

Ainda de acordo com a corporação, o drone usado na ocorrência teve desempenho limitado durante o dia, porque a temperatura elevada atrapalhou a câmera térmica na identificação de pontos de calor na mata.

Por isso, o comando do 8º Grupamento de Bombeiros autorizou uma nova busca noturna com o equipamento. Por volta das 19h, uma equipe especializada chegou ao local e iniciou sobrevoos na região da mata. Em cerca de 20 minutos, o drone detectou um ponto de calor com pequenos movimentos em área de difícil acesso.

Na visão dos bombeiros, essa indicação foi determinante para orientar a entrada das equipes a pé na mata. Com apoio de um aplicativo de navegação e do próprio drone, que repassava informações por rádio sempre que conseguia visualizar os militares entre as árvores, os socorristas avançaram por aproximadamente 1h30 de trilha.

Resgate na mata e atendimento médico

Os bombeiros informam que a vítima foi encontrada às margens de um riacho, consciente e orientada, com escoriações e contusões pelo corpo e pela cabeça, totalmente nua e usando apenas um pano para se proteger do frio. Chovia no momento do resgate.

Após avaliação inicial e confirmação da identidade, a equipe decidiu retirar o homem caminhando, já que ele tinha condições de se locomover, embora reclamasse de dores intensas nos pés por causa das pedras no caminho. Para facilitar o deslocamento, os militares improvisaram um calçado com o pano que ele carregava e as meias de um dos bombeiros.

Ainda segundo o relato registrado no boletim, o homem disse aos socorristas que entrou na mata porque acreditava estar sendo perseguido por caminhões na rodovia e que retirou as roupas por achar que assim conseguiria correr mais rápido.

A retirada da vítima até a BR-277 levou cerca de duas horas de caminhada, feita no ritmo que ele suportava, enquanto outra viatura levava lanternas e equipamentos de comunicação para apoiar o retorno. Na rodovia, uma ambulância da concessionária EPR Litoral aguardava o grupo e encaminhou o homem ao Hospital Cajuru, em Curitiba.

Segundo os bombeiros, a operação de busca com drone começou por volta das 19h de 20 de março e terminou cerca de seis horas depois, com a entrega da vítima aos socorristas da concessionária. O relatório, assinado pelo 2º tenente Baracho, também registra o apoio da EPR Litoral na sinalização e segurança do trecho da BR-277 durante toda a ocorrência.