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Brasil registra mais de 30 mil ataques de abelhas em um ano

Dados do Ministério da Saúde apontam 93 mortes; especialistas alertam para riscos e cuidados

João Marcelo
JOÃO MARCELO

07/01/2026 • 19:07 • Atualizado em 07/01/2026 • 19:07

Um levantamento do Ministério da Saúde aponta que mais de 30 mil casos de ataques de abelhas foram registrados no Brasil ao longo do último ano. No período, 93 pessoas morreram em decorrência das picadas.

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Assunto ganhou destaque após um recente ataque em Ponta Grossa no Paraná.

Diante do aumento dos registros, especialistas alertam para os cuidados necessários em caso de ataque e reforçam que a remoção de colmeias deve ser feita apenas por profissionais capacitados.

Remoção deve ser feita por profissionais

A orientação é que a retirada de abelhas em residências ou espaços públicos seja realizada por equipes treinadas, com roupas e equipamentos adequados. A tentativa de remoção por conta própria pode provocar ataques em grupo.

Perfumes fortes, barulhos intensos e roupas escuras também podem atrair as abelhas e aumentar o risco de investidas.

O que fazer em caso de ataque

Em situações de ataque, a recomendação é se afastar rapidamente do local até que os insetos parem de seguir a vítima. Pular na água não é indicado, já que não garante que as abelhas irão embora e ainda pode provocar afogamento. Também não é recomendado retirar a roupa durante a fuga.

“Então, não é o ideal que você remova a camisa, por exemplo. O ideal é que você se afaste deste local a tempo suficiente para que as abelhas não continuem seguindo você”, orienta Tomaz Longhi, professor de apicultura da Universidade Federal do Paraná.

Atendimento médico é fundamental

Após uma picada, a orientação é procurar atendimento médico o mais rápido possível, principalmente se houver múltiplas ferroadas. Para aliviar a dor inicial, o ferrão deve ser removido raspando a região da picada, sem apertar o local.

“Até porque, se você não tem conhecimento se tem alergia ou não, então é importante que você procure atendimento médico”, reforça o professor.