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Em Curitiba, Caiado reafirma ser terceira via entre Lula e Flávio Bolsonaro

Pré-candidato da centro-direita tenta crescer após pesquisa apontar 4% das intenções de voto e defende projeto contra crime e corrupção

João Marcelo
JOÃO MARCELO

15/07/2026 • 20:45 • Atualizado em 15/07/2026 • 21:16

Ronaldo Caiado em entrevista ao programa Canal Livre, da Band

Ronaldo Caiado em entrevista ao programa Canal Livre, da Band

Reprodução/Band

Resumo

Visita de Ronaldo Caiado a Curitiba apresenta ex-governador de Goiás como alternativa de terceira via para eleitores que não querem Lula ou Flávio Bolsonaro e destaca mudança do foco da eleição para debate de propostas.

Pesquisa Genial Quaest mostra Caiado com apenas 4% das intenções de voto, desempenho inferior ao de Lula em cenário de segundo turno, enquanto ex-governador defende importância de um projeto sólido de governo em vez da disputa entre nomes.

Críticas ao tarifaço dos EUA e ao Itamaraty, apoio do governador Ratinho Júnior e aposta em eleitores indecisos que rejeitam criminalidade e corrupção compõem estratégia de Caiado para ampliar presença nacional na corrida presidencial.

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou em visita a Curitiba nesta quarta-feira, 15, que se apresenta como a melhor alternativa de terceira via para eleitores que não querem votar nem em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nem em Flávio Bolsonaro (PL).

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Durante visita à sede do Sistema Ocepar – Sindicato e Organização das Cooperativas do Estado do Paraná, o nome indicado pelo PSD para disputar o Palácio do Planalto disse que a eleição deixou de ser uma disputa entre candidatos rejeitados e abriu espaço para o debate de propostas.

“Até agora nós tínhamos uma eleição de rejeitados: não votavam no Lula, votavam no Flávio; não votavam no Flávio, votavam no Lula. Agora as pessoas já viram que as candidaturas estão perdendo densidade e, como tal, agora abre espaço para o debate de conteúdo”, declarou Caiado.

Desempenho nas pesquisas e foco em projeto

Apesar do discurso, a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira indica que o nome de Caiado ainda tem pouca força entre o eleitorado. Segundo o levantamento, apenas 4% dos entrevistados disseram que votariam nele na corrida presidencial.

No cenário de eventual segundo turno contra Lula, o ex-governador de Goiás alcança 36% das intenções de voto, ante 45% do petista, o que exigiria que ele conquistasse eleitores de outros candidatos da direita. Para Caiado, porém, o resultado da eleição dependerá menos da capacidade de retirar votos de adversários e mais da apresentação de um projeto sólido de governo.

“Não é conseguir tirar o voto do Flávio. Aqui não é torcida de um time contra o outro. Aqui é em defesa do Brasil. O cidadão, ele não tá vinculado a uma figura, ele está vinculado a um projeto de governo capaz de tirar o Brasil dessa condição que ele vive hoje, de corrupção e de criminalidade”, afirmou.

Críticas ao tarifaço dos EUA e ao Itamaraty

O pré-candidato também citou o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos ao Brasil e fez críticas à atuação do Itamaraty e ao comportamento de Flávio Bolsonaro, que, de acordo com ele, chegou a pedir a Trump que a decisão fosse tomada após as eleições.

Apoio de Ratinho Júnior e eleitor indeciso

Caiado afirmou que conta com o apoio do governador do Paraná, Ratinho Júnior, também filiado ao PSD, para ganhar fôlego na disputa presidencial. Ele avalia que a articulação política nos estados será decisiva para ampliar sua presença nacional.

Outra aposta do pré-candidato é a fatia de eleitores que ainda não se decidiram. Na visão de Caiado, a maioria da população rejeita tanto a criminalidade quanto a corrupção e pode migrar para uma candidatura que se comprometa com o combate a esses problemas.

“Mais de 60% não suportam mais o crime e nem – ao mesmo tempo – a corrupção. São os dois maiores pedidos da sociedade. Então não tem essa vinculação que o eleitor é de A ou eleitor é de B”, disse.