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Cesta básica sobe 3,23% em março em Curitiba, aponta Dieese

Tomate dispara 25% em um mês; 8 de 13 itens ficam mais caros e famílias relatam dificuldade para fechar as contas

Da redação
DA REDAÇÃO

10/04/2026 • 14:40 • Atualizado em 10/04/2026 • 14:40

A cesta básica em Curitiba subiu 3,23% em março em relação a fevereiro, segundo levantamento do Dieese, e oito dos 13 produtos que compõem o conjunto ficaram mais caros no período.

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Com o novo aumento, consumidores relatam que precisam planejar cada vez mais as idas ao mercado. A chefe de cozinha Sandra Ribeiro conta que passou a fazer contas antes de colocar qualquer item no carrinho, mas afirma que, mesmo assim, encontra dificuldade para economizar nas compras do mês.

Tomate e batata puxam aumento

Entre os alimentos pesquisados, o tomate registrou a maior alta de fevereiro para março, com avanço próximo de 25%. Nas gôndolas, o quilo que custava cerca de R$ 6 passou a ser vendido por quase R$ 8.

No acumulado dos três primeiros meses do ano, a alta do tomate chega a cerca de 41%, o que reforça o peso do item no orçamento das famílias. A batata também pressionou a cesta básica, com aumento superior a 15% no mesmo período.

Para o economista Cláudio Shimoyama, o encarecimento desses produtos está ligado principalmente às condições climáticas que afetaram as safras e reduziram a oferta. Ele avalia que essa combinação acaba elevando os preços ao consumidor e tornando a alimentação básica mais pesada no orçamento doméstico.

Arroz e farinha recuam, mas cenário segue incerto

Nem todos os itens, porém, ficaram mais caros. Conforme o levantamento, o arroz apresenta queda de quase 7% no acumulado do ano, enquanto a farinha de trigo recua perto de 6%. Esses movimentos ajudam a compensar parte das altas, mas não anulam o avanço geral da cesta básica na capital paranaense.

Na visão de Shimoyama, o cenário para os próximos meses ainda inspira cautela. Ele destaca que as guerras em andamento em diferentes partes do mundo podem impactar o comércio internacional e o custo de produção, com reflexos no preço dos alimentos e possibilidade de novos reajustes.

Diante desse quadro, consumidores como Sandra buscam alternativas para manter o orçamento em dia, trocando marcas, reduzindo desperdícios e adaptando o cardápio aos produtos que estão mais em conta nas prateleiras.