Um colégio estadual de Curitiba iniciou nesta semana as atividades do programa nacional de robótica Engenhoka, que vai envolver 45 estudantes da rede pública ao longo do ano.
Programa Engenhoka chega ao Paraná
Ao todo, 45 alunos do colégio da rede estadual do Paraná participam da segunda edição do projeto na instituição. Aos 14 anos, o estudante Paulo Schiochet Neto está entre os selecionados.
"É a primeira vez que participo de algo assim. Estou muito animado porque a gente aprende coisas novas e já pensa no futuro, em profissão. Para mim é uma oportunidade importante", afirma Paulo.
O programa prevê que, ao longo do ano letivo, os participantes desenvolvam quatro projetos que integram arte e robótica. As atividades incluem o design de produtos para impressão 3D e a programação de robôs.
A iniciativa faz parte do projeto Engenhoka, do Instituto Burburinho Cultural, organização com sede no Rio de Janeiro que desenvolve ações em escolas públicas de diferentes estados do país.
Arte, tecnologia e inclusão em sala de aula
No colégio de Curitiba, uma sala se transformou em estúdio, com estrutura de materiais didáticos, computadores e tecnologias como impressora 3D para apoiar as atividades.
"A turma conta com professor especializado e intérprete de Libras, o que garante que todos consigam acompanhar. Vamos trabalhar programação, modelagem em 3D e até objetos como vasos decorativos com tecnologia embarcada", explica a professora do projeto, Lara Naomi.
Segundo o diretor Valdemar Busanello Junior, a escola é a única do Paraná contemplada pelo programa neste ano.
"Receber o Engenhoka pela segunda vez fortalece o interesse dos alunos por ciência e tecnologia. A estrutura que foi montada aqui dentro aproxima a escola da realidade do mercado de trabalho", avalia o diretor.
Projeto alcança quase 500 estudantes no país
Neste ano, o projeto Engenhoka atende cerca de 500 alunos em escolas públicas de Curitiba, Rio de Janeiro, Macaé (RJ), São Bernardo do Campo e São Paulo.
Para a professora Lara Naomi, a proposta também ajuda a aproximar as disciplinas do currículo escolar.
"Eles percebem que matemática, artes e ciências não estão separadas. Tudo se conecta quando colocam a mão na massa e veem o resultado acontecendo", analisa a educadora.
Entre os participantes, a expectativa é grande para começar a construir as primeiras criações.
"Estou ansiosa para mexer com os robôs e ver o que a gente consegue criar. Acho que vai ser bem legal", diz a estudante Daphyni Emanuele.
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