A Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba colocou em prática um plano de contingência para enfrentar o aumento de doenças respiratórias na capital paranaense, em um momento em que a cobertura da vacina contra a gripe é de apenas 25% no país e os casos graves devem crescer nas próximas semanas.
Baixa adesão à vacina da gripe
No Brasil, a procura pela imunização contra a influenza continua baixa. A cobertura vacinal chegou a 25%, índice considerado insuficiente diante da circulação de vírus respiratórios e da previsão de mais frio nas próximas semanas.
Entre os grupos que já podem se vacinar estão pessoas com 60 anos ou mais, gestantes e crianças de 6 meses a 5 anos. A orientação das autoridades é que esses públicos procurem a vacina para reduzir o risco de complicações e internações.
Curitiba monta plano de contingência
Em Curitiba, a Secretaria Municipal de Saúde iniciou um plano de contingência para atender o aumento de casos de doenças respiratórias. O objetivo é organizar a rede de atendimento para absorver a maior demanda por consultas e acompanhamento, especialmente nas unidades de urgência.
Nariz entupido, tosse e garganta arranhando são alguns dos sintomas mais relatados na capital paranaense. Nesta época do ano, com a queda de temperatura, cresce a circulação de vírus que causam gripe e outras infecções respiratórias.
Orientações sobre atendimento e prevenção
A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que, em casos leves, a população evite procurar atendimento presencial imediato e entre em contato com a central Saúde Já, que faz a primeira avaliação dos sintomas e indica a melhor forma de cuidado.
Segundo a secretária municipal de Saúde, Tatiane Filipak, medidas simples continuam sendo fundamentais para conter a disseminação dos vírus. “Os cuidados são antigos e todo mundo já conhece: usar máscara quando estiver doente, lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel, e cobrir o nariz e a boca na hora de espirrar. São ações simples, mas que ajudam muito na prevenção”, afirma.
Ela reforça que o morador deve procurar uma UPA apenas em situações mais graves, com sinais de falta de ar e dor no peito. Nesses casos, o atendimento presencial é necessário. Já nos quadros leves, a recomendação é buscar orientação remota primeiro, para evitar a sobrecarga dos serviços de urgência.
Quem deve se vacinar
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, já podem receber a vacina contra a gripe idosos a partir de 60 anos, gestantes e crianças de 6 meses a 5 anos, entre outros grupos prioritários definidos pelas autoridades de saúde.
A pasta incentiva que essas pessoas procurem a imunização ao longo da campanha, em paralelo às medidas de prevenção diária, para diminuir o impacto das doenças respiratórias sobre a população e sobre a rede de saúde de Curitiba.
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