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Uberto Gama: começa julgamento de líder espiritual acusado de crimes sexuais em Quatro Barras

Guru de ioga é acusado de usar posição de líder espiritual para cometer estupros e abusos durante quase 20 anos no Paraná

Da redação
DA REDAÇÃO

21/10/2025 • 16:01 • Atualizado em 21/10/2025 • 16:01

Julgamento de Uberto Gama por crimes sexuais começa no PR

Julgamento de Uberto Gama por crimes sexuais começa no PR

Foto: Arquivo Band Paraná

Tem início nesta quarta-feira (22), na Vara Criminal de Quatro Barras, o julgamento de Uberto Afonso Albuquerque da Gama, de 63 anos, acusado de abusar sexualmente de dezenas de vítimas utilizando sua posição de líder espiritual. Ele foi preso em abril de 2025 em Florianópolis.

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O processo, movido pelo Ministério Público do Paraná (MPPR), inclui acusações de estupro, violação sexual mediante fraude, tortura e violência psicológica contra mulheres. As audiências estão marcadas para os dias 22, 23, 24 e 31 de outubro, das 9h às 19h. Mais de 40 pessoas — entre vítimas e testemunhas — serão ouvidas antes do interrogatório do réu.

Investigação

De acordo com o Núcleo de Apoio à Vítima de Estupro (Naves) do MPPR, Uberto se apresentava como guru, psicanalista e mestre de artes marciais, usando sua posição de confiança para manipular emocionalmente as vítimas.

Os crimes teriam ocorrido entre 2005 e 2024, em uma chácara em Quatro Barras, onde funcionava a ordem filosófica liderada por ele, e em uma clínica em Curitiba, onde também ministrava cursos e palestras.

Denúncia

O Ministério Público aponta que Uberto Gama aproveitava-se da relação de “mestre e discípulo” para cometer abusos sexuais contra mulheres, inclusive menores de 14 anos. Ele responde por estupro de vulnerável, violência psicológica contra a mulher, tortura e violação sexual mediante fraude, todos cometidos de forma continuada ao longo de quase duas décadas.

O guru foi denunciado em julho de 2025, após relatos de abuso e exploração sexual de ex-integrantes de sua comunidade em Curitiba e na Região Metropolitana.

Sigilo e acompanhamento

Por envolver vítimas em situação de vulnerabilidade, o processo tramita sob sigilo judicial. O caso é acompanhado por promotores do MPPR que atuam na comarca de Quatro Barras e na coordenação do Núcleo de Apoio à Vítima de Estupro.

As autoridades reforçam que outras possíveis vítimas podem procurar o Ministério Público do Paraná para relatar situações semelhantes.