
Recepção com balões e emoção no retorno de Lívia
Foto: Divulgação
Uma manhã de alegria e comoção marcou o retorno de Lívia Godoi da Silva ao Centro Municipal de Educação Infantil Jardim Gabineto, na Cidade Industrial de Curitiba. A menina, de 5 anos, voltou às aulas após meses afastada para tratar uma condição cardíaca que culminou em um transplante de coração.
Professores, colegas e funcionários prepararam um corredor de balões, cartazes personalizados e uma recepção calorosa para celebrar a nova fase da aluna.
Diagnóstico e tratamento
Lívia nasceu com Comunicação Interventricular, uma cardiopatia congênita que exige acompanhamento médico constante. Aos 4 anos, uma infecção grave no coração a levou à internação em junho de 2024. A partir desse momento, ela precisou se afastar da rotina escolar e entrou na fila para um transplante de coração.
Mesmo longe da escola, o vínculo com a comunidade escolar se manteve. Colegas e professores enviavam cartas e vídeos com mensagens de incentivo durante o período de internação.
Transplante de coração realizado com sucesso
No dia 12 de novembro de 2024, um coração compatível chegou de Cuiabá, no Mato Grosso, possibilitando a cirurgia que mudou completamente o quadro de saúde da menina. A operação foi bem-sucedida, e após um período de recuperação, os médicos autorizaram seu retorno às aulas em 1º de agosto deste ano.
Vínculo com a comunidade escolar
No dia da volta, agora já no Pré II, Lívia foi recebida com surpresa preparada pelas professoras Valéria Bernardes Borel e Gabrielly Matos, com apoio de toda a turma.
“Eu senti que eles me amam e me agradeceram por voltar”, relatou a menina, emocionada com o gesto dos colegas.
A diretora do CMEI, Prescila Marques da Silva, destacou a importância do apoio durante o afastamento. Segundo ela, ações como envio de vídeos e mensagens foram fundamentais para reforçar o laço entre Lívia e a instituição.
Um reencontro que inspira
Colegas e professores contam que a saudade era diária. Para a amiga Júlia, de 6 anos, a alegria foi imediata: “Eu senti muita saudade dela, ela tava muito longe da escola. Agora eu tô muito feliz, eu brinco bastante com ela”.
O retorno de Lívia é lembrado como um dia de celebração coletiva. Um momento que reforça o papel da escola como espaço de afeto, acolhimento e esperança.
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