Band Paraná

Criança volta ao CMEI em Curitiba após transplante de coração

Aos 5 anos, Lívia Godoi foi recebida com festa no CMEI Jardim Gabineto, na CIC, após meses de tratamento e espera por um novo coração.

Da redação
DA REDAÇÃO

17/11/2025 • 15:35 • Atualizado em 17/11/2025 • 15:35

Recepção com balões e emoção no retorno de Lívia

Recepção com balões e emoção no retorno de Lívia

Foto: Divulgação

Uma manhã de alegria e comoção marcou o retorno de Lívia Godoi da Silva ao Centro Municipal de Educação Infantil Jardim Gabineto, na Cidade Industrial de Curitiba. A menina, de 5 anos, voltou às aulas após meses afastada para tratar uma condição cardíaca que culminou em um transplante de coração.

Compartilhar

Professores, colegas e funcionários prepararam um corredor de balões, cartazes personalizados e uma recepção calorosa para celebrar a nova fase da aluna.

Diagnóstico e tratamento

Lívia nasceu com Comunicação Interventricular, uma cardiopatia congênita que exige acompanhamento médico constante. Aos 4 anos, uma infecção grave no coração a levou à internação em junho de 2024. A partir desse momento, ela precisou se afastar da rotina escolar e entrou na fila para um transplante de coração.

Mesmo longe da escola, o vínculo com a comunidade escolar se manteve. Colegas e professores enviavam cartas e vídeos com mensagens de incentivo durante o período de internação.

Transplante de coração realizado com sucesso

No dia 12 de novembro de 2024, um coração compatível chegou de Cuiabá, no Mato Grosso, possibilitando a cirurgia que mudou completamente o quadro de saúde da menina. A operação foi bem-sucedida, e após um período de recuperação, os médicos autorizaram seu retorno às aulas em 1º de agosto deste ano.

Vínculo com a comunidade escolar

No dia da volta, agora já no Pré II, Lívia foi recebida com surpresa preparada pelas professoras Valéria Bernardes Borel e Gabrielly Matos, com apoio de toda a turma.

“Eu senti que eles me amam e me agradeceram por voltar”, relatou a menina, emocionada com o gesto dos colegas.

A diretora do CMEI, Prescila Marques da Silva, destacou a importância do apoio durante o afastamento. Segundo ela, ações como envio de vídeos e mensagens foram fundamentais para reforçar o laço entre Lívia e a instituição.

Um reencontro que inspira

Colegas e professores contam que a saudade era diária. Para a amiga Júlia, de 6 anos, a alegria foi imediata: “Eu senti muita saudade dela, ela tava muito longe da escola. Agora eu tô muito feliz, eu brinco bastante com ela”.

O retorno de Lívia é lembrado como um dia de celebração coletiva. Um momento que reforça o papel da escola como espaço de afeto, acolhimento e esperança.