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Cristina Graeml é oficializada como segundo nome da chapa do PSD ao Senado

Jornalista nega ser extremista, diz que ex-partido a abandonou e declara apoio a Flávio Bolsonaro, do PL. Ronaldo Caiado é o candidato do PSD à presidência.

João Marcelo
JOÃO MARCELO

04/08/2026 • 18:58 • Atualizado em 04/08/2026 • 19:20

Resumo

A oficialização de Cristina Graeml como candidata ao Senado pelo PSD ocorre na chapa de Sandro Alex para o governo do Paraná, com Rafael Greca como candidato a vice e Alexandre Curi disputando a outra vaga ao Senado.

A mudança de partido de Cristina foi motivada por desentendimentos com a antiga sigla, sendo resultado de rompimento inevitável, e ela minimizou divergências passadas com aliados como Eduardo Pimentel e Rafael Greca, destacando que as disputas municipais ficaram no passado.

Apoio de Cristina Graeml ao candidato do PL, Flávio Bolsonaro, se dá por acreditar que ele é o principal adversário de Lula no cenário nacional, ao passo que ela nega ser de extrema direita, afirma pautas conservadoras e recebe respaldo do governador Ratinho Junior para representar a presença feminina e defender o Paraná no Senado.

A jornalista Cristina Graeml foi oficializada pelo PSD do governador Ratinho Junior como candidata ao Senado na chapa majoritária que vai disputar as eleições de 2026 no Paraná, ao lado do pré-candidato ao governo Sandro Alex.

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Ela concorre a uma das duas vagas ao Senado e integra uma composição que ainda tem Rafael Greca (MDB) como candidato a vice-governador e Alexandre Curi (Republicanos) também na disputa pela outra cadeira de senador.

Mudança de partido e relação com aliados

Cristina explicou que a migração para o PSD ocorreu após desentendimentos com a antiga sigla, da qual não citou o nome na coletiva. Segundo ela, o rompimento foi inevitável.

“Eu mudei de partido e isso foi uma mudança necessária porque eu fui abandonada no meio do caminho”, afirmou.

A jornalista tem passagens por PMB, Podemos e União e foi adversária de Eduardo Pimentel na eleição municipal de 2024 em Curitiba. Apesar disso, ela minimizou a ausência do prefeito, hoje colega de partido, e do candidato a vice-governador Rafael Greca na cerimônia que oficializou seu nome.

“Nós estamos às vésperas de uma campanha majoritária, 2026, e o que houve em 2024 na eleição municipal foi parte da democracia. As disputas existem, os debates são acalorados e ficou lá atrás”, declarou.

Apoio a Flávio Bolsonaro em disputa nacional

O PSD mantém o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como nome da legenda para a disputa à Presidência da República. Mesmo assim, Cristina Graeml anunciou que, no plano nacional, apoiará o candidato do PL.

Ela afirmou que, neste momento, vê em Flávio Bolsonaro o adversário com mais chances de enfrentar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno.

“Então eu acho que nesse momento. Pode ser que as coisas mudem ao longo do caminho durante a campanha. É o único candidato com condições realmente de vencer Lula no segundo turno. Eu estou na oposição a Lula, portanto eu estou apoiando Flávio Bolsonaro”, disse.

Resposta sobre extrema direita

Questionada, Cristina negou ser de extrema direita e disse que sua atuação se pauta pela defesa de pautas conservadoras e de oposição ao governo federal, mas dentro do espectro que considera democrático. Afirmou que a disputa de narrativa com os outros candidatos da direita vai ocorrer ao longo da campanha.

Ela destacou que pretende focar o debate em propostas para o Senado sempre em diálogo com a coordenação da chapa.

“Em relação a adversários nós vamos debater ao longo da campanha. Tenho ao meu lado um grande político com uma experiência enorme de Legislativo, sabe muito bem o que ele pretende fazer no Senado, conversa abertamente com todos os prefeitos do Paraná”, declarou, em referência ao colega de chapa.

Ratinho Junior defende escolha de Cristina

O governador Ratinho Junior disse que a indicação de Cristina Graeml para o Senado representa, segundo ele, a presença feminina e a continuidade do projeto político do grupo no estado.

Ele ressaltou que a escolha foi resultado de construção com vários partidos aliados.

“E nós pensamos iguais, nós pensamos parecidos e nós temos os mesmos compromissos de fazer um Paraná cada vez mais forte. Por isso que a Cristina é muito bem-vinda e por isso que nessa construção com tantos partidos o nome dela também surgiu pra ser a nossa representante”, afirmou.

Ratinho Junior acrescentou que a jornalista deve defender o Paraná no Senado e representar “a força da mulher paranaense” na disputa federal de 2026.