
Câmara aprova campanha permanente contra esporotricose animal em Curitiba
Foto: Rodrigo Fonseca/CMC
A Câmara Municipal de Curitiba aprovou nesta terça-feira (21), por 22 votos favoráveis, o projeto de lei que amplia as campanhas de prevenção a doenças zoonóticas, incluindo a esporotricose animal entre as enfermidades combatidas.
A proposta, de autoria da vereadora Giorgia Prates – Mandata Preta (PT), transforma as ações em política pública permanente, com foco em educação e vigilância sanitária.
O que muda com a nova lei
O texto altera a lei municipal 11.474/2005, que já previa campanhas de esclarecimento sobre zoonoses, e agora estabelece diretrizes mais amplas. As ações passam a ter caráter educativo e contínuo, com distribuição de materiais informativos, campanhas publicitárias e orientações comunitárias.
A medida também reforça a importância da castração e da prevenção ao abandono de animais. Segundo Giorgia Prates, a intenção é “salvar vidas humanas e animais”, consolidando o conceito de saúde única, que integra os cuidados com as pessoas, os animais e o meio ambiente.
Epidemia de esporotricose preocupa
A vereadora destacou que o projeto responde ao avanço da esporotricose na Região Metropolitana de Curitiba. Só em 2025, foram registrados 1.006 casos em animais e 211 em humanos, sendo mais da metade na capital e região próxima.
“Estamos diante de uma epidemia que exige uma resposta pública, articulada e permanente”, afirmou Giorgia. Ela relatou ainda um caso pessoal: “Meu gatinho Jesus foi operado achando que tinha câncer, mas depois descobrimos que era esporotricose. Isso mostra o quanto o diagnóstico errado faz diferença”.
O que é esporotricose
A esporotricose é uma doença infecciosa causada por fungos do gênero Sporothrix, que afeta principalmente gatos e pode ser transmitida aos humanos. O contágio ocorre pelo contato direto com feridas ou secreções de animais doentes.
Entre os sintomas estão lesões na pele, caroços e feridas que não cicatrizam. O tratamento é possível, mas exige acompanhamento veterinário e cuidados prolongados.
Repercussão entre os vereadores
O projeto recebeu apoio de parlamentares de diferentes partidos.“Cuidar da saúde animal é cuidar da saúde das pessoas. Só se faz saúde única de verdade quando cuidamos de humanos, animais e meio ambiente”, afirmou Andressa Bianchessi (União).
“Não é só uma questão de amor aos animais, é saúde pública”, reforçou Pier Petruzziello (PP). Já Camilla Gonda (PSB) destacou que a proposta “fortalece o papel do município na proteção à saúde coletiva”.
Próximos passos
O substitutivo foi aprovado em primeiro turno e retorna ao plenário nesta quarta-feira (22) para a segunda votação.
Newsletter Notícias
Inscreva-se na nossa newsletter e receba as notícias mais importantes do dia direto no seu e-mail.
Selecione os seus temas favoritos:

