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Curitiba entra em risco alto para doenças respiratórias; veja alertas

Com pico de gripe e vírus respiratórios até julho, Saúde orienta uso de máscaras e reforça que UPAs devem ser buscadas apenas em casos graves.

Da redação
DA REDAÇÃO

29/04/2026 • 17:54 • Atualizado em 29/04/2026 • 17:54

Saúde alerta para início do período de “risco alto” para doenças respiratórias

Saúde alerta para início do período de “risco alto” para doenças respiratórias

Foto: Daniel Castellano/SECOM

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba iniciou, nesta semana epidemiológica 17, o período classificado como de risco alto para doenças respiratórias e orienta a população a reforçar as medidas de prevenção, manter a vacinação contra a gripe em dia e buscar as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) apenas em situações mais graves.

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Reforço nas medidas de prevenção e na vacina da gripe

Com a chegada do outono e a maior circulação de vírus respiratórios, a pasta recomenda usar máscara em caso de sintomas, higienizar as mãos com água e sabão ou álcool em gel, manter ambientes arejados, evitar aglomerações e praticar etiqueta respiratória, cobrindo boca e nariz com o antebraço ao tossir ou espirrar.

A secretaria também reforça a importância da vacina contra a gripe para os grupos prioritários, que podem consultar locais e públicos atendidos no portal Imuniza Já Curitiba, onde há ainda informações sobre outros imunizantes, como contra o vírus sincicial respiratório e a covid-19.

Quando procurar unidade de saúde, Central ou UPA

Em casos de sintomas leves, a orientação é procurar diretamente a unidade de saúde de referência, próxima da residência, ou entrar em contato com a Central Saúde Já Curitiba, pelo telefone 3350-9000, que atende de segunda a sexta-feira, das 7h às 22h, e aos sábados e domingos, das 8h às 20h.

Para usar a Central, o morador precisa ter mais de 5 anos, cadastro no SUS Curitibano e o aplicativo Saúde Já instalado, com login pelo sistema e-Cidadão ou pelo gov.br.

A secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, lembra que as UPAs devem ser reservadas para urgências e emergências, como quadros de dificuldade respiratória. Segundo ela, "nas UPAs não há tempo de espera para casos graves, pois são atendidos rapidamente. Já as pessoas com sintomas leves podem precisar aguardar mais tempo, principalmente em dias de maior demanda".

Atendimentos seguem dentro do padrão histórico

De acordo com o calendário de sazonalidade do município, os atendimentos por doenças respiratórias tendem a crescer a partir da semana 13, com pico de intensidade entre as semanas 17 e 27, período que neste ano vai de 26 de abril a 11 de julho.

O epidemiologista da Secretaria, Diego Spinoza, afirma que a análise atual indica estabilidade. Segundo ele, embora o município já esteja no período de risco alto, o número de atendimentos permanece dentro do esperado para esta época do ano e não ultrapassa os limites observados historicamente.

Entre as semanas 13 e 16 deste ano, os registros variaram de 10.402 a 13.596 atendimentos por doenças respiratórias, faixas que se mantêm dentro dos intervalos históricos observados em anos anteriores para o mesmo período.

Plano de contingência em estágio de mobilização

Para enfrentar o aumento sazonal de casos, a Secretaria mantém um plano de contingência para emergências em saúde pública relacionadas à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), estruturado em cinco estágios: Normalidade, Mobilização, Alerta, Emergência e Crise.

Atualmente, Curitiba está em Mobilização, fase em que a gestão prioriza a compra de insumos estratégicos, amplia estoques, ajusta o dimensionamento de profissionais, prepara equipes adicionais, pactua a expansão temporária de leitos de enfermaria e UTI e reduz progressivamente atividades não essenciais para preservar a capacidade de atendimento.

Tatiane Filipak ressalta que o plano se baseia na experiência acumulada em eventos anteriores e em ampla análise de riscos, com o objetivo de manter a rede municipal preparada para responder a possíveis agravamentos no quadro de doenças respiratórias.

As autoridades reforçam que a adesão da população às medidas de prevenção e às campanhas de vacinação é fundamental para reduzir a transmissão de vírus e evitar a sobrecarga dos serviços de saúde.

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