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Curitiba intensifica mutirões contra dengue em quatro regionais

Ações do programa Curitiba sem Mosquito em fevereiro vão percorrer 111 quarteirões com orientação casa a casa e coleta de entulhos

Da redação
DA REDAÇÃO

02/02/2026 • 07:56 • Atualizado em 02/02/2026 • 07:56

Mutirão contra a dengue estará no Cajuru, Tatuquara, Pinheirinho e Boa Vista

Mutirão contra a dengue estará no Cajuru, Tatuquara, Pinheirinho e Boa Vista

Foto: Hully Paiva/SMCS

A Prefeitura de Curitiba realizará, ao longo de fevereiro, mutirões do programa Curitiba sem Mosquito nas regionais Cajuru, Tatuquara, Pinheirinho e Boa Vista, com visitas casa a casa e coleta de entulhos para eliminar possíveis criadouros do mosquito da dengue.

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A primeira ação do mês está marcada para 3 de fevereiro, na área de abrangência da Unidade de Saúde São Paulo, no bairro Uberaba, Regional Cajuru. Os moradores recebem orientação prévia sobre o descarte correto dos materiais nos dias anteriores, e os caminhões da Secretaria Municipal do Meio Ambiente fazem o recolhimento na data agendada.

Segundo a secretária municipal da Saúde, Tatiane Filipak, a proposta é ampliar o alcance das equipes e facilitar o descarte de materiais que acumulam água. “Neste ano, estamos intensificando os mutirões do Curitiba sem Mosquito para ajudar a população a descartar os materiais inservíveis e que podem se tornar criadouros do mosquito da dengue. Um trabalho conjunto para manter a cidade sem dengue”, afirma.

Em janeiro, abrindo a temporada 2026, o programa já passou pelas regionais Cajuru, CIC e Boqueirão. Neste período, as equipes recolheram 66 toneladas de entulhos, o equivalente a 27 caminhões cheios, em cinco mutirões. A expectativa da gestão municipal é chegar a 100 ações até o fim de 2026. Em 2025, a prefeitura realizou 66 mutirões e retirou 412 toneladas de materiais descartados.

Mutirões começam pela Regional Cajuru

Em fevereiro, a Regional Cajuru recebe três etapas do Curitiba sem Mosquito. Ao todo, as equipes vão percorrer 58 quarteirões, com trabalho de orientação prévia e recolhimento de materiais em datas definidas.

Na área da Unidade de Saúde São Paulo, na Rua Canal Belém, 6.427, no Uberaba, os agentes de combate às endemias passaram pelos 16 quarteirões da região em 30 de janeiro e voltam em 2 de fevereiro para orientar os moradores. O recolhimento está programado para 3 de fevereiro.

Na sequência, a ação chega à área da Unidade de Saúde Trindade II, na Rua Sebastião Marcos Luiz, 1.197, no Cajuru. Os agentes farão a orientação em 6 e 9 de fevereiro, cobrindo 22 quarteirões. Os caminhões recolherão o material descartado pelos moradores em 10 de fevereiro.

A terceira etapa da regional ocorrerá em 20 quarteirões no entorno da Unidade de Saúde São Domingos, na Rua Ladislau Mikosz, 133, também no Cajuru. As equipes orientarão a população em 20 e 23 de fevereiro, com recolhimento marcado para 24 de fevereiro.

Ações em Tatuquara, Pinheirinho e Boa Vista

Além do Cajuru, o programa terá mutirões nas regionais Tatuquara, Pinheirinho e Boa Vista, somando mais 53 quarteirões atendidos ao longo do mês.

Na Regional Tatuquara, a ação ocorre em 15 quarteirões da área de abrangência da Unidade de Saúde Santa Rita, na Rua Adriana Ceres Zago Bueno, 1.350. Os agentes visitam as casas em 3 e 4 de fevereiro, com o recolhimento dos materiais previsto para 5 de fevereiro.

Na Regional Pinheirinho, o mutirão cobre 22 quarteirões próximos à Unidade de Saúde Sagrado Coração, na Rua Antônio Claudino, 375. A orientação aos moradores está programada para 10 e 11 de fevereiro, e a coleta de entulhos ocorre em 12 de fevereiro.

Encerrando a agenda de fevereiro, a Regional Boa Vista recebe o Curitiba sem Mosquito na área da Unidade de Saúde Vila Esperança, na Rua Cataratas do Iguaçu, 192, no bairro Atuba. Os agentes de endemias e os agentes comunitários de saúde percorrem 16 quarteirões nos dias 24 e 25 de fevereiro, e os caminhões fazem o recolhimento em 26 de fevereiro.

O que os moradores devem fazer nos dias de mutirão

Para que o mutirão funcione, a orientação da prefeitura é que os moradores coloquem os materiais para fora do imóvel na data da passagem dos caminhões, deixando os objetos em local de fácil acesso. Resíduos de menor porte devem estar embalados ou ensacados antes do descarte.

O objetivo é retirar principalmente itens que possam acumular água parada, ambiente propício para o desenvolvimento do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O que pode ser descartado no Curitiba sem Mosquito

Nas ações do programa, as equipes recolhem diferentes tipos de resíduos, dentro de limites definidos pela Prefeitura de Curitiba:

  • Pneus (no máximo dois por residência);
  • Restos vegetais e resíduos orgânicos embalados, até 1 m³ por residência;
  • Objetos inservíveis, como móveis velhos, eletrodomésticos inutilizados e entulhos diversos;
  • Materiais recicláveis, como garrafas, plásticos, ferros e recipientes metálicos.

A recomendação é que a população aproveite os mutirões para descartar objetos que não têm mais uso e acabam acumulados em quintais, garagens e áreas abertas, reduzindo o risco de focos do mosquito.

O que não entra na coleta

Alguns tipos de materiais não são recolhidos durante o Curitiba sem Mosquito e precisam de destinação específica. Entre eles estão:

  • Pneus em grande quantidade, como os descartados por borracharias ou comércios;
  • Resíduos de construção civil, como caliça e entulho pesado, que exigem solicitação de coleta específica pelo 156;
  • Materiais com peso ou volume muito elevado;
  • Resíduos orgânicos e restos vegetais não embalados;
  • Resíduos tóxicos e perigosos, como lâmpadas, medicamentos vencidos, pilhas e tintas;
  • Veículos de transporte em desuso.

Conforme a Secretaria Municipal da Saúde, a participação da população é decisiva para o sucesso da estratégia. Na avaliação da pasta, a combinação entre orientação casa a casa e retirada de materiais que acumulam água reduz de forma significativa o risco de infestação pelo Aedes aegypti nos bairros atendidos.