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Curitiba lidera saldo de empregos para migrantes no país

Capital paranaense supera São Paulo e outras cidades e Estado lidera criação de vagas formais para trabalhadores de fora do Brasil

Da redação
DA REDAÇÃO

18/05/2026 • 12:26 • Atualizado em 18/05/2026 • 12:26

Curitiba lidera a geração de empregos formais para migrantes no Brasil

Curitiba lidera a geração de empregos formais para migrantes no Brasil

Foto: Ricardo Marajó/FAS (arquivo)

Curitiba registrou o maior saldo de empregos formais ocupados por trabalhadores migrantes no Brasil em 2025, segundo o Boletim Temático Trabalho e Renda nº 01, divulgado nesta semana com base em dados do OBMigra (Observatório das Migrações Internacionais), da Rais, do Caged e da CTPS.

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Curitiba puxa geração de vagas para migrantes

De acordo com o boletim, a capital paranaense teve saldo positivo de 7.267 postos de trabalho ocupados por migrantes em 2025, resultado de 32.187 admissões e 24.920 desligamentos ao longo do ano.

O desempenho coloca Curitiba à frente de capitais e municípios como São Paulo (SP), Florianópolis (SC), Joinville (SC) e Caxias do Sul (RS) no ranking nacional de geração líquida de emprego formal para trabalhadores migrantes.

Os dados reforçam a posição da Região Sul como principal polo de absorção de mão de obra migrante no país, com destaque para atividades da indústria, comércio, serviços, construção civil e cadeias agroindustriais.

Paraná lidera entre os estados

O estudo aponta ainda que o Paraná liderou o saldo de empregos formais destinados a migrantes entre os estados brasileiros em 2025. Foram 89.175 admissões e 68.152 desligamentos, o que resultou em 21.023 vagas a mais para esse público.

Segundo a análise, a população migrante tem papel relevante na economia brasileira e paranaense. Venezuelanos lideram o saldo de empregos formais tanto no Brasil quanto no Paraná, seguidos por trabalhadores de Cuba, Haiti, Paraguai e Bangladesh.

Sine amplia inserção no mercado formal

O boletim também destaca o desempenho da rede Sine no Paraná. Entre janeiro e abril de 2026, o sistema realizou 5.395 colocações de trabalhadores migrantes no mercado de trabalho formal.

O Sine Curitibano aparece entre os postos com maior número de encaminhamentos, ao lado de unidades localizadas em Cascavel, Rolândia e Jaguapitã.

Para o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sérgio Bento, os resultados refletem políticas públicas voltadas ao acolhimento e à inclusão produtiva da população migrante.

"A Prefeitura faz um trabalho intenso para ampliar as oportunidades de emprego e acolhimento. Nesta semana, realizamos um grande mutirão do emprego, em parceria com o Governo do Estado, com 7 mil vagas disponíveis e 65 empresas contratando na hora. Tivemos 938 pessoas entrevistadas e encaminhadas para a segunda fase, entre elas 54 pessoas com deficiência", afirmou.

O secretário também ressalta a participação do setor produtivo no processo. Segundo ele, redes de supermercados, por meio da Apras (Associação Paranaense de Supermercados), têm buscado constantemente trabalhadores migrantes para atuar no segmento.

Acolhimento e qualificação em Curitiba

Além das ações voltadas à empregabilidade imediata, a Prefeitura de Curitiba mantém iniciativas permanentes para facilitar a inserção de migrantes e refugiados, como a garantia de acesso a serviços públicos mesmo antes da regularização completa da documentação.

Com isso, pessoas recém-chegadas podem ser atendidas pela assistência social, saúde, educação e transporte enquanto aguardam a emissão do Registro Nacional Migratório (RNM).

Outra frente é a oferta de cursos gratuitos de qualificação profissional no Centro de Aprendizagem, alinhados às demandas do mercado de trabalho e voltados a públicos em situação de vulnerabilidade social, incluindo migrantes e refugiados.

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