Curitiba mantém a vacinação contra a dengue com a Qdenga, imunizante diferente da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, que teve a aplicação suspensa temporariamente pelo Ministério da Saúde em todo o país.
A Prefeitura de Curitiba informou que vai seguir a determinação federal e interromper o uso das doses do Butantan recebidas pela capital. O município recebeu cerca de 2,6 mil doses desse imunizante.
A vacinação com a Qdenga, porém, segue normalmente na rede pública. A vacina é produzida por outro laboratório e já é utilizada no Brasil há cerca de três anos, tanto no Sistema Único de Saúde, em cidades selecionadas, quanto na rede privada.
Curitiba usa vacina diferente da suspensa
A pediatra Heloísa Giamberardino, de Curitiba, explica que os imunizantes não são os mesmos.
“São vacinas diferentes. A que foi suspensa é a do Butantan. A Qdenga tem outro fabricante e já vem sendo aplicada há alguns anos, com um perfil de segurança conhecido”, afirmou.
No Sistema Único de Saúde, a vacina contra a dengue está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos que vivem em regiões consideradas prioritárias pelo Ministério da Saúde, onde há maior risco de transmissão da doença.
Ministério suspende vacina do Butantan
O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após o registro de reações graves em pessoas que receberam o imunizante.
Segundo a pasta, cerca de 500 mil doses foram aplicadas no país. A decisão foi tomada após notificações de eventos graves, que ainda são investigados pelas autoridades de saúde.
Especialistas pedem investigação dos casos
Segundo especialistas, eventos adversos podem ocorrer com vacinas novas e precisam ser investigados para confirmar se há relação direta com o produto aplicado.
“É uma vacina nova e, diante de qualquer evento grave, é prudente interromper o uso até entender se há, de fato, relação com o imunizante”, afirmou Heloísa.
Na avaliação da médica, a suspensão não significa necessariamente que a vacina tenha causado as reações relatadas. A medida permite que as autoridades coletem dados, revisem prontuários e analisem possíveis fatores de risco.
Vacinação e prevenção devem continuar
A orientação para os pais é seguir as recomendações oficiais e manter a vacinação quando a criança estiver dentro da faixa etária indicada.
“Os pais podem levar as crianças para vacinar normalmente, desde que elas estejam dentro da faixa etária e das recomendações oficiais. A proteção continua sendo fundamental para reduzir casos graves de dengue”, reforçou a pediatra.
Além da vacinação, especialistas lembram que a prevenção contra a dengue continua dependendo da eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Também são recomendados cuidados como evitar água parada e usar repelente em áreas de maior circulação do mosquito.
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