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Curitiba mantém vacina Qdenga contra dengue nos postos

Imunizante aplicado na capital é diferente da vacina do Butantan, suspensa pelo Ministério da Saúde

Pedro Talin
PEDRO TALIN

09/06/2026 • 19:25 • Atualizado em 09/06/2026 • 20:42

Curitiba mantém a vacinação contra a dengue com a Qdenga, imunizante diferente da vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan, que teve a aplicação suspensa temporariamente pelo Ministério da Saúde em todo o país.

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A Prefeitura de Curitiba informou que vai seguir a determinação federal e interromper o uso das doses do Butantan recebidas pela capital. O município recebeu cerca de 2,6 mil doses desse imunizante.

A vacinação com a Qdenga, porém, segue normalmente na rede pública. A vacina é produzida por outro laboratório e já é utilizada no Brasil há cerca de três anos, tanto no Sistema Único de Saúde, em cidades selecionadas, quanto na rede privada.

Curitiba usa vacina diferente da suspensa

A pediatra Heloísa Giamberardino, de Curitiba, explica que os imunizantes não são os mesmos.

“São vacinas diferentes. A que foi suspensa é a do Butantan. A Qdenga tem outro fabricante e já vem sendo aplicada há alguns anos, com um perfil de segurança conhecido”, afirmou.

No Sistema Único de Saúde, a vacina contra a dengue está disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos que vivem em regiões consideradas prioritárias pelo Ministério da Saúde, onde há maior risco de transmissão da doença.

Ministério suspende vacina do Butantan

O Ministério da Saúde anunciou a suspensão temporária da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após o registro de reações graves em pessoas que receberam o imunizante.

Segundo a pasta, cerca de 500 mil doses foram aplicadas no país. A decisão foi tomada após notificações de eventos graves, que ainda são investigados pelas autoridades de saúde.

Especialistas pedem investigação dos casos

Segundo especialistas, eventos adversos podem ocorrer com vacinas novas e precisam ser investigados para confirmar se há relação direta com o produto aplicado.

“É uma vacina nova e, diante de qualquer evento grave, é prudente interromper o uso até entender se há, de fato, relação com o imunizante”, afirmou Heloísa.

Na avaliação da médica, a suspensão não significa necessariamente que a vacina tenha causado as reações relatadas. A medida permite que as autoridades coletem dados, revisem prontuários e analisem possíveis fatores de risco.

Vacinação e prevenção devem continuar

A orientação para os pais é seguir as recomendações oficiais e manter a vacinação quando a criança estiver dentro da faixa etária indicada.

“Os pais podem levar as crianças para vacinar normalmente, desde que elas estejam dentro da faixa etária e das recomendações oficiais. A proteção continua sendo fundamental para reduzir casos graves de dengue”, reforçou a pediatra.

Além da vacinação, especialistas lembram que a prevenção contra a dengue continua dependendo da eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Também são recomendados cuidados como evitar água parada e usar repelente em áreas de maior circulação do mosquito.