
Levantamento mostra que apenas 4,36% dos registros em Curitiba não têm o nome do pai, índice mais baixo entre as capitais brasileiras.
Foto: Luiz Costa/SME (arquivo)
Curitiba registrou o menor número de pais ausentes nos registros de nascimento entre todas as capitais brasileiras em 2024. Segundo o Portal da Transparência do Registro Civil, apenas 4,36% dos registros feitos na capital paranaense não continham o nome do pai — índice que representa 1.025 crianças.
A média nacional foi de 6,49%, e nas demais capitais os percentuais variaram entre 5% e 14%, de acordo com os dados da Central de Informações do Registro Civil (CRC Nacional).
Políticas públicas e ações sociais
O resultado é reflexo de políticas públicas e iniciativas voltadas ao fortalecimento dos vínculos familiares e à valorização da figura paterna. A Fundação de Ação Social (FAS) realiza programas que reforçam a importância do papel protetivo e cuidador dos pais na vida dos filhos.
Em agosto, a capacitação “Da Paternidade Legal ao Fortalecimento do Vínculo Paterno” reuniu servidores e parceiros da FAS para discutir estratégias de identificação de ausência paterna e estímulo ao envolvimento dos homens na vida familiar.
Valorização da figura paterna
O presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues, destacou que a política de assistência social tem como base a família.“A função paterna é essencial na proteção e no desenvolvimento integral da família, especialmente no cuidado e bem-estar dos filhos”, afirmou.
A diretora de Proteção Social Básica da FAS, Cintia Aumann, ressaltou que o tema impacta diretamente a qualidade do atendimento prestado às famílias. “É fundamental que nossas equipes incentivem a participação ativa dos pais na vida familiar e comunitária”, disse.
Ações do Ministério Público e da Justiça
Para o promotor de Justiça Régis Rogério Vicente Sartori, da Promotoria das Comunidades, o índice de Curitiba reflete o sucesso de políticas públicas municipais e ações de conscientização sobre paternidade responsável.
Segundo ele, programas da FAS e o acompanhamento pré-natal da Secretaria Municipal da Saúde incluem orientação sobre o vínculo familiar desde a gestação. Sartori também destacou o papel do Ministério Público do Paraná (MPPR) e do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), com o projeto Pai Presente, que facilita o reconhecimento voluntário da paternidade e reduz entraves burocráticos.
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