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Curitiba tem menor índice de pais ausentes entre as capitais brasileiras

Em 2024, apenas 4,36% dos registros de nascimento na capital paranaense não tiveram o nome do pai, segundo o Portal da Transparência do Registro Civil.

Da redação
DA REDAÇÃO

12/10/2025 • 10:29 • Atualizado em 12/10/2025 • 10:29

Levantamento mostra que apenas 4,36% dos registros em Curitiba não têm o nome do pai, índice mais baixo entre as capitais brasileiras.

Levantamento mostra que apenas 4,36% dos registros em Curitiba não têm o nome do pai, índice mais baixo entre as capitais brasileiras.

Foto: Luiz Costa/SME (arquivo)

Curitiba registrou o menor número de pais ausentes nos registros de nascimento entre todas as capitais brasileiras em 2024. Segundo o Portal da Transparência do Registro Civil, apenas 4,36% dos registros feitos na capital paranaense não continham o nome do pai — índice que representa 1.025 crianças.

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A média nacional foi de 6,49%, e nas demais capitais os percentuais variaram entre 5% e 14%, de acordo com os dados da Central de Informações do Registro Civil (CRC Nacional).

Políticas públicas e ações sociais

O resultado é reflexo de políticas públicas e iniciativas voltadas ao fortalecimento dos vínculos familiares e à valorização da figura paterna. A Fundação de Ação Social (FAS) realiza programas que reforçam a importância do papel protetivo e cuidador dos pais na vida dos filhos.

Em agosto, a capacitação “Da Paternidade Legal ao Fortalecimento do Vínculo Paterno” reuniu servidores e parceiros da FAS para discutir estratégias de identificação de ausência paterna e estímulo ao envolvimento dos homens na vida familiar.

Valorização da figura paterna

O presidente da FAS, Renan de Oliveira Rodrigues, destacou que a política de assistência social tem como base a família.“A função paterna é essencial na proteção e no desenvolvimento integral da família, especialmente no cuidado e bem-estar dos filhos”, afirmou.

A diretora de Proteção Social Básica da FAS, Cintia Aumann, ressaltou que o tema impacta diretamente a qualidade do atendimento prestado às famílias. “É fundamental que nossas equipes incentivem a participação ativa dos pais na vida familiar e comunitária”, disse.

Ações do Ministério Público e da Justiça

Para o promotor de Justiça Régis Rogério Vicente Sartori, da Promotoria das Comunidades, o índice de Curitiba reflete o sucesso de políticas públicas municipais e ações de conscientização sobre paternidade responsável.

Segundo ele, programas da FAS e o acompanhamento pré-natal da Secretaria Municipal da Saúde incluem orientação sobre o vínculo familiar desde a gestação. Sartori também destacou o papel do Ministério Público do Paraná (MPPR) e do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), com o projeto Pai Presente, que facilita o reconhecimento voluntário da paternidade e reduz entraves burocráticos.